Hillary: EUA não têm interesse duradouro no Afeganistão

A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, disse hoje que a administração Obama espera um aumento da responsabilidade por parte do presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, sugerindo que o futuro da ajuda ao país possa ser limitada a atitudes mais agressivas de combate à corrupção. "O presidente Karzai e seu governo podem fazer melhor", afirmou Hillary em um programa de TV da ABC News.

AE, Agencia Estado

15 Novembro 2009 | 17h48

A secretária afirmou que os EUA querem ver "uma evidência tangível de que o governo (afegão) será mais responsável com as necessidades do povo". Hillary deixou claro que a continuidade das tropas norte-americanas no Afeganistão dependerá da garantia de que os fundos estão sendo gastos apropriadamente. A secretária também afirmou que os EUA esperam que o governo afegão crie um tribunal para investigar os principais crimes e uma comissão para investigar acusações de corrupção. "Faremos tudo para criar uma atmosfera na qual o sangue e o valor que os EUA deram ao Afeganistão sejam justificados, e possam produzir o tipo de resultado que estamos em busca", afirmou Hillary.

Hillary disse que os Estados Unidos não têm nenhum interesse de longo prazo no Afeganistão, além de vencer a Al-Qaeda, que os EUA estão no país em missão, e que o foco primordial dessa missão é proteger os EUA de ataques terroristas futuros, e dar suporte às tropas norte-americanas no campo de batalha. "Não queremos ficar no Afeganistão. Não temos nenhum interesse de longo prazo lá, e queremos deixar isso bem claro," disse Hilary . "Existe um consenso de que nosso objetivo é derrotar a Al-Qaeda. Este é um alvo claro e tem sido a missão do presidente desde que ele se comprometeu, meses atrás, a mandar mais tropas para a região," disse Hillary.

O presidente norte-americano, Barack Obama, avalia o envio de mais tropas ao Afeganistão, como parte de uma ampla revisão da estratégia dos EUA no país. Uma preocupação é se os EUA têm em Karzai um aliado seguro, principalmente porque sua reeleição foi obscurecida por alegações de fraude, e seu governo vem sendo criticado por corrupção.

"Entendemos que é o povo afegão quem realmente precisa de ajuda para se defender contra o Talebã. Estas são missões complementares, pois nossa maior obrigação é com o povo norte-americano," explicou Hillary. As informações são da Dow Jones.

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