Darren McCollester/AFP
Darren McCollester/AFP

Hillary promete restringir acesso a armas nos EUA

Ela anunciou seu plano em um evento de campanha em New Hampshire, quando também afirmou que usaria ordens executivas se fosse presidente para acabar com os "vazios legais" existentes sobre o ato de exibir armas em público

O Estado de S. Paulo

05 Outubro 2015 | 18h09

MANCHESTER, EUA - A pré-candidata democrata à presidência dos EUA, Hillary Clinton, propôs nesta segunda-feira, 5, mais medidas para aumentar o controle sobre a aquisição de armas no país, após o massacre na quinta-feira que deixou nove mortos em uma universidade do Estado de Oregon. 

Ela anunciou seu plano em um evento de campanha em New Hampshire, quando também afirmou que usaria ordens executivas se fosse presidente para acabar com os "vazios legais" existentes sobre o ato de exibir armas em público. 

A ex-secretária de Estado também propôs permitir que as vítimas de violência armada processem os fabricantes de armas. Ao mesmo tempo, a pré-candidata defendeu a proibição da venda de armas a pessoas com antecedentes com crimes graves que não tiver uma permissão federal. "Quero, realmente, pressionar fortemente para conseguir restrições mais sensatas sobre a tendência de armas em mãos erradas, e logo tentar manter um registro das pessoas que podem ter armas", afirmou Hillary. 

"Quero trabalhar com o Congresso, estivemos muito perto de um projeto de lei bipartidário que não se concluiu, mas também como presidente buscarei uma maneira de reforçar alguns desses controles, conseguir que se faça as verificações sobre antecedentes nas lojas de armas e também para as vendas na internet que atualmente estão disponíveis." 

Assim, Hillary reiterou a necessidade de um controle universal de antecedentes, para autores de violência machista e a reintrodução da lei que, até 2004, proibia a posse de fuzis de assalto. 

Dois de seus rivais nas eleições primárias democratas, o senador Bernie Sanders e o ex-governador de Maryland Martin O'Malley, respaldaram as ideias de Hillary e se mostraram a favor de fortalecer as regulações para obter armas de fogo. 

O ataque da semana passada, em um centro de estudos superiores em Oregon, levou o presidente dos EUA, Barack obama, e um grupo de democratas voltarem a pedir ações para acabar com a violência armada. 

Na sexta-feira, Hillary criticou a poderosa Associação Nacional do Rifle (NRA, na sigla em inglês) e reiterou seu desejo de implantar "medidas efetivas para o controle de armas". Na ocasião, ela falou sobre a necessidade de um "movimento nacional" para resistir à influência da associação em Washington. / EFE 

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