Philipe Wojazer/AFP
Philipe Wojazer/AFP

Hollande visita feridos e faz reunião de emergência após atentado terrorista em Paris

Eleições presidenciais estão marcadas para domingo na França; três familiares do principal suspeito foram detidos para prestar depoimentos

O Estado de S.Paulo

21 Abril 2017 | 07h23

PARIS - O presidente da França, François Hollande, visitou na manhã desta sexta-feira, 21, os dois policiais feridos no ataque terrorista ocorrido ontem na Champs-Elysees, em Paris. As autoridades locais informaram que os dois internados estão fora de risco, embora um deles esteja em estado mais grave. Um terceiro agente morreu no local do atentado. Mais cedo, Hollande comandou uma reunião de emergência do governo para discutir o esquema de segurança para as eleições presidenciais do próximo domingo.

A polícia francesa deteve para depoimentos três familiares do principal suspeito de autoria do ataque. Os investigadores afirmaram que o procedimento faz parte da rotina para determinar se ele agiu sozinho, onde comprou armas, entre outros detalhes. O homem foi morto a tiros logo após atirar contra os policiais. 

Integrantes da polícia parisiense relataram à agência Associated Press (AP) que o atirador foi preso em fevereiro deste ano por “falar publicamente de forma ameaçadora sobre a polícia.” Ele foi liberado em seguida por falta de evidências. O governo já havia admitido que o homem passou pelo sistema prisional em 2003, quando foi condenado por tentativa de homicídio por atirar contra dois policiais.

O grupo extremista Estado Islâmico (EI) reivindicou a autoria do atentado na Champs-Elysees e se referiu ao responsável, em comunicado, como Abou Yousseff al-Belgiki — “o Belga” Abou Yousseff. Já as forças de segurança do país identificaram o suspeito como Karim C., de 39 anos, de nacionalidade francesa. O nome atribuído pelo EI pode indicar que ele viveu na Bélgica.

Uma espingarda e facas foram encontradas no carro usado pelo suspeito. Na noite passada, uma operação policial foi realizada na cidade de Chelles, a 45 quilômetros de Paris, em um sítio onde Karim vivia com a mãe. / AP e EFE

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