REUTERS/Mohamed Abd El Ghany
REUTERS/Mohamed Abd El Ghany

Homem que atacou soldados no Louvre garante que agiu sozinho

Abdullah Reda al-Hamahmy assegura que não foi guiado pelo Estado Islâmico e alega que queria realizar uma ação simbólica contra a França, ao destruir obras do museu, em resposta aos bombardeios da coalizão internacional contra a Síria

O Estado de S.Paulo

09 Fevereiro 2017 | 07h57

PARIS - O homem que atacou militares perto do Museu do Louvre, em Paris, na sexta-feira, identificado como Abdullah Reda al-Hamahmy, assegura que agiu sozinho, sem ser guiado pelo grupo jihadista Estado Islâmico (EI), indicou na quarta-feira uma fonte próxima à investigação.

Al-Hamahmy, um egípcio de 29 anos, explicou ter agido "por conta própria", "sem ter recebido ordens do grupo Estado Islâmico" quando entrou no Museu do Louvre para, em suas palavras, realizar uma ação simbólica contra a França - destruir obras do museu - em resposta "aos bombardeios da coalizão internacional contra os irmãos na Síria", segundo a mesma fonte.

Esta versão contradiz totalmente sua ação, quando chegou ao museu com dois facões de 40 centímetros e se lançou contra os militares gritando "Allahu Akbar" ("Deus é o maior", em árabe).  Para os investigadores, o suspeito "assume certa adesão à tese do EI".

Gravemente ferido por disparos dos militares, Al-Hamahmy começou a falar com os investigadores na segunda-feira, mas seu estado de saúde se agravou muito no dia seguinte e, o que levou ao cancelamento de sua prisão preventiva.

Um dos militares ficou levemente ferido, mas o agressor acabou sendo atingido no abdômen por outro militar.

Al-Hamahmy trabalhava no comando de uma empresa nos Emirados Árabes Unidos. Nada indicava que pudesse cometer o ataque. O pai do agressor, um funcionário de alto escalão já aposentado da polícia egípcia. Reda al-Hamahmy, descreveu o filho como um "jovem comum" o qual não imaginaria atacando "quatro guardas" armados. Ele nunca havia dado sinais de radicalização.

O ex-policial não teve notícias do filho desde sexta-feira, e não sabe explicar os tuítes que citam uma parte do Alcorão que promete o paraíso para os que morrerem lutando por Deus. Originário da cidade de Mansura, Al-Hamahmy cresceu em uma família praticante do islamismo moderado, segundo seu pai.

Sua estadia em Paris foi preparada com antecedência: visto solicitado em outubro e autorizado em novembro para ficar um mês a partir de 20 de janeiro de 2017. No dia 26 de janeiro ele se instalou em um apartamento na capital francesa e dois dias depois comprou os facões. / AFP

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