REUTERS/Mohamed Abd El Ghany
REUTERS/Mohamed Abd El Ghany

Homem que atacou soldados no Museu do Louvre se recusa a falar com investigadores

Abdullah Reda al-Hamamy está em detenção formal no hospital onde está internado; agressor carregava uma mochila, mas nenhum explosivo foi encontrado

O Estado de S.Paulo

05 Fevereiro 2017 | 15h42

PARIS - O homem que foi alvejado por um soldado francês do lado de fora do Museu do Louvre, em Paris, se recusou a falar com os investigadores quando foi interrogado após ser colocado em detenção formal no hospital em que está internado, disse uma fonte do gabinete do procurador-geral da cidade neste domingo, 5.

O egípcio de 29 anos, identificado como Abdullah Reda al-Hamamy, levou diversos tiros na sexta-feira depois de ter atacado soldados com dois facões, no que o presidente francês, François Hollande, descreveu como um ataque terrorista.

"Um primeiro interrogatório ocorreu esta manhã, mas acabou sendo curto. Até o momento, ele se recusa a falar com os investigadores", disse a fonte do gabinete do procurador.

Um soldado ficou ferido no incidente ocorrido próximo à entrada do museu, que ficou fechado pelo resto do dia, sendo reaberto no sábado. O agressor carregava uma mochila que continha latas de tinta spray, mas nenhum explosivo, segundo informações da polícia.

A procuradoria de Paris indicou em entrevista coletiva que Al-Hamamy entrou na França no dia 26 de janeiro com um visto de turista, e tinha uma passagem de volta para este domingo.

Os veículos de comunicação franceses revelaram que ele teria mencionado várias vezes nas redes sociais a organização jihadista Estado Islâmico (EI) e teria mostrado interesse por grupos dedicados a armas de guerra.

O pai do suspeito, Reda Al Refaai, disse no sábado que seu filho não é um militante islâmico e que a França só está o acusando de terrorismo para justificar a brutalidade utilizada para contê-lo. No Egito, ele afirmou que soube do caso envolvendo o filho pelo Facebook e ainda não sabia o que havia acontecido com ele.

Al Refaai disse que Al-Hamamy trabalhou em Sharja, nos Emirados Árabes Unidos, e estava em Paris por uma viagem a trabalho de uma semana. / REUTERS e AFP

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