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Homens armados atacam mesquitas muçulmanas sunitas no Iraque

- Atualizado: 04 Janeiro 2016 | 12h 55

Segundo autoridades e polícia local, atentado teria acontecido em retaliação à execução de um clérigo xiita na Arábia Saudita

BAGDÁ - Ao menos duas mesquitas muçulmanas sunitas foram atacadas no Iraque em aparente retaliação pela execução de um clérigo xiita na Arábia Saudita, governada pelos sunitas, disseram autoridades e a polícia local nesta segunda-feira, 4.

O Ministério do Interior do Iraque confirmou os ataques ocorridos no domingo à noite em Hilla, cerca de 100 km ao sul da capital iraquiana, Bagdá.

Protestos contra execução de clérigo xiita
EFE/SHAHZAIB AKBAR
Protestos contra execução de clérigo xiita

Muçulmanos paquistaneses protestam contra a execução do clérigo xiita Nimr Baqir al-Nimr, em Karachi, no Paquistão. No sábado, 2, 47 pessoas foram condenadas por "terrorismo", incluindo jihadistas sunitas da Al-Qaeda e Nimr, importante figura do movimento de contestação ao regime da família real saudita

De acordo com a polícia, homens com uniformes militares detonaram bombas em duas mesquitas e três pessoas ficaram feridas. Além disso, um almuadem, muçulmano responsável por anunciar a hora das preces, foi assassinado perto de sua casa em Iskandariya.

"Os moradores afirmaram que um grupo de pessoas com uniformes militares executou o ataque", disse uma fonte policial, destacando que 10 casas foram atingidas pela explosão.

Na área de Sinjar, nas proximidades de Hilla, a mesquita sunita Al-Fateh foi alvo de um ataque com as mesmas características. Três pessoas ficaram feridas, segundo uma fonte médica.

O Iraque enfrenta violência sectária há anos, especialmente entre a minoria sunita e a maioria xiita, que assumiu o poder após a invasão liderada pelos Estados Unidos em 2003.

O primeiro-ministro iraquiano, Haider Abadi, ordenou que autoridades provinciais "persigam os bandos criminosos" que atacaram as mesquitas. Ele atribuiu a culpa pelos ataques ao "Daesh (Estado Islâmico) e aqueles similares a eles".

No sábado, a Arábia Saudita executou o clérigo Nimr al-Nimr, provocando reações no Iraque e no Irã. O governo saudita cortou relações com Teerã após manifestantes atacarem embaixadas de Riad no Irã. /AFP e REUTERS

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