Dan Balilty/AP
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Hospitais de Israel ameaçam deixar de tratar feridos sírios por falta de pagamento

Ministério da Saúde israelense afirmou que ‘se o assunto não for resolvido’, refugiados deixarão de ser admitidos nos centros

O Estado de S.Paulo

26 Fevereiro 2017 | 17h45

JERUSALÉM - O Ministério da Saúde de Israel advertiu neste domingo, 26, que deixará de tratar feridos sírios em seus hospitais a partir da próxima semana se o Estado israelense não pagar os custos desses tratamentos.

O titular de Saúde, Yaakov Litzman, lamentou que o Ministério da Defesa, cujos funcionários militares se encarregam de atender os feridos que cruzam a fronteira com o país vizinho, não esteja efetuando os pagamentos como consta no acordo de assistência.

"O hospital de Nahariya suporta a carga do tratamento humanitário dos feridos na luta. Foram feitos acordos relativos à forma de pagamento do Ministério da Defesa pelos serviços prestados, mas infelizmente a disposição não está sendo cumprida na prática e os custos não são abonados", denunciou o ministro em um comunicado.

Litzman avisou que "se o assunto não for resolvido", os refugiados sírios deixarão de ser admitidos nos centros. "Não continuaremos com uma situação que afeta os cidadãos que necessitam dos serviços de saúde do Estado", declarou ele na nota.

Nos últimos anos, Israel prestou atendimento a centenas de civis e rebeldes sírios que entraram em seu território e, depois do tratamento, foram devolvidos à Síria.

O ministro da Saúde assegura que o Estado não realizou os pagamentos que deveria para arcar com os custos desses tratamentos.

A diretora da Divisão de Centros Médicos governamentais, Orly Weinstein, enviou ainda neste domingo uma carta ao escritório do primeiro-ministro com uma data para o início da medida, acrescentou o portal Ynet.

"Tenho a intenção de notificar às autoridades de Defesa que, a partir do dia 5 de maio de 2017 e até que este problema seja resolvido, os refugiados sírios já não serão mais transferidos para hospitais públicos a menos que seja um paciente cuja vida esteja em perigo", diz a carta assinada por Orly. / EFE

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