EFE/ Mohammed Badra
EFE/ Mohammed Badra

Imagem de bebê sírio que perdeu um olho motiva campanha de solidariedade

Karim foi ferido em ataque aéreo ocorrido em outubro; fotógrafos da cidade lançaram campanha, que chegou ao Conselho de Segurança da ONU

O Estado de S.Paulo

20 Dezembro 2017 | 12h55

A foto de um bebê sírio que perdeu o olho após um ataque aéreo virou símbolo de uma campanha viral de solidariedade nas redes sociais, e muitos internautas passaram a publicar fotos cobrindo um olho com as mãos.

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Facebook e Twitter foram inundados com a hashtag #SolidarityWithKarim (solidariedade com Karim), após uma campanha lançada por fotógrafos freelancers sírios em Guta Oriental, último reduto rebelde perto de Damasco. 

O pequeno Karim foi ferido nos olhos em um ataque no dia 29 de outubro na cidade de Hamuria, em Guta Oriental, quando tinha 40 dias de vida. Sua mãe morreu, de acordo com a família e o médico que o trataram. As testemunhas falam que o ataque aéreo foi realizado pelo regime de Bashar Assad.

Entre os promotores da campanha está Amer Almohibany, fotógrafo freelancer que colabora ocasionalmente com a agência France Presse. Em meados de dezembro, ele divulgou nas redes sociais uma foto do bebê e outra de si mesmo cobrindo um olho com a mão.

"Havia visitado a criança e sua imagem me marcou antes mesmo de tirar a foto", explicou Amer, de 28 anos. "O objetivo da campanha é fazer com que a voz dessa criança, que perdeu um olho e sua mãe, alcance o mundo", acrescentou.

A campanha chegou ao Conselho de Segurança da ONU, onde o embaixador do Reino Unido, Matthew Rycroft, postou no Twitter uma foto cobrindo o olho. "Alertamos sobre a inação que faz com que mais e mais pessoas morram, mais escolas sejam bombardeadas, mais crianças sejam feridas", escreveu na postagem.

Vários ministros da Turquia - país que apoia a oposição ao presidente Assad - também postaram fotos do bebê ferido. "Mesmo que o mundo se cale, mesmo que ignore os gritos que se elevam na Síria, seremos a voz, os olhos e os ouvidos de #BabyKerim", escreveu no Twitter Numan Kurtulmus, ministro turco da Cultura e do Turismo. / AFP

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