Sadiq Asyraf/AFP
Sadiq Asyraf/AFP

Incêndio em escola mata 24 na Malásia

Entre as vítimas estão 22 meninos, com idades de 13 a 17 anos, e 2 supervisores; curto-circuito teria iniciado o fogo

O Estado de S.Paulo

13 Setembro 2017 | 22h48
Atualizado 14 Setembro 2017 | 08h01

KUALA LUMPUR - Vinte e quatro pessoas, na maioria estudantes, morreram em um incêndio que atingiu uma escola religiosa e só para meninos em Kuala Lumpur, na Malásia, na noite desta quarta-feira, 13 (manhã de quinta-feira, 14, pelo horário local no oriente). 

Até o momento as investigações indicam que houve um curto circuito no dormitório do terceiro e último andar, onde estava a maioria das crianças que acabaram morrendo. Por ora, a hipótese de fogo provocada não está sendo considerada. 

"Eles devem ter morrido em razão da inalação de fumaça ou porque ficaram presos no fogo. Acho que este é um dos piores desastres de incêndios do país nos últimos 20 anos", disse à France Presse Khirudin Drahman, chefe do Corpo de Bombeiros e do Departamento de Resgate de Kuala Lumpur. 

O incêndio atingiu os quartos da escola Tahfiz Darul Quran Ittifaqiyah antes do amanhecer e  os bombeiros chegaram na escola em poucos minutos.O fogo foi percebido por volta das 5h40, no horário local. 

As fontes oficiais falavam, a princípio, de 25 mortes, mas uma checagem tardia atualizou o número para 24, sendo 22 estudantes e 2 supervisores. A maioria das vítimas tinha entre 13 e 17 anos. 

O dormitório tinha uma única porta de acesso, o que pode ter dificultado a saída dos alunos. Testemunhas relataram ouvir alguns meninos chorando e pedindo ajuda logo depois que perceberam o fogo. 

No local há centenas de pessoas, incluindo familiares de algumas vítimas. Mais pessoas chegam à medida em que corpos vão sendo retirados do local e empilhados na esquina. 

Pelo menos sete pessoas foram levadas para um hospital próximo, devido a lesões. Outros 11 foram resgatados.

A escola Tahfiz, por ser de âmbito religioso, não é reconhecida pela regulação do ministério da educação da Malásia. /AFP e Reuters

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