Frank Franklin II/AP
Frank Franklin II/AP

Criança de 3 anos causou incêndio que matou 12 em Nova York

De acordo com bombeiros, menino brincava com fogão em apartamento do 1º andar de edifício no Bron

O Estado de S.Paulo

29 Dezembro 2017 | 01h12
Atualizado 29 Dezembro 2017 | 22h53

NOVA YORK, EUA - Doze pessoas morreram na madrugada de ontem no pior incêndio registrado em Nova York em décadas, quando as chamas se espalharam por um prédio no bairro do Bronx. “Lamento informar que 12 nova-iorquinos morreram, incluindo uma criança de 1 ano”, declarou o prefeito Bill de Blasio.

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De acordo com os bombeiros, o incêndio foi causado por um menino de 3 anos que brincava com o fogão de uma cozinha. “O fogo começou em uma cozinha do primeiro andar. Foi iniciado por um menino, de pouco mais de 3 anos, que estava brincando com o fogão”, disse o comandante do Corpo de Bombeiros de Nova York, Daniel Nigro.

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De acordo com ele, a mãe só percebeu que o apartamento estava pegando fogo quando a criança começou a gritar. “Imediatamente, a mulher abandonou o apartamento com seus filhos de 3 e de 2 anos, deixando uma porta aberta”, acrescentou Nigro. O fogo rapidamente se alastrou para os andares superiores do edifício.

As chamas se propagaram tão rapidamente que muitas famílias que viviam acima mal tiveram tempo de escapar. De acordo com Nigro, os bombeiros demoraram pouco mais de três minutos para chegar ao edifício em chamas. 

“Havia pelo menos 20 pessoas nas escadas de incêndio (na parte exterior do edifício) quando nossas equipes chegaram”, disse. “Há pelo menos quatro pessoas gravemente feridas”, afirmou. Quatro crianças, um adolescente, três mulheres e quatro homens não identificados estão entre as vítimas, segundo a polícia. O prefeito de Nova York chamou o incêndio de “tragédia indescritível”. “Este é o pior incêndio que registramos em pelo menos 25 anos”, completou.

Em março de 1990, o refugiado cubano Julio González, desempregado, colocou fogo em um clube no Bronx, onde trabalhava sua ex-namorada. O incêndio matou 87 pessoas, a maioria jovens hondurenhos que celebravam o carnaval. / AFP e EF

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