Indonésios fazem novos protestos anti-EUA

A polícia indonésia voltou a usar gás lacrimejante para conter uma manifestação anti-EUA que reuniu cerca de 300 muçulmanos em frente ao Parlamento da Indonésia nesta quarta-feira. Policiais e manifestantes também entraram em confronto em outro protesto, este realizado em frente à embaixada dos Estados Unidos em Jacarta. Quatro estudantes ficaram feridos. Este é o terceiro dia consecutivo de protestos no país que concentra a maior população muçulmana do mundo. A Indonésia tem cerca de 210 milhões de habitantes, sendo que 85% deles são seguidores do Islã. Vários grupos protestaram do lado de fora da embaixada americana e pediram para que a Indonésia congele suas relações diplomáticas com os Estados Unidos. O Ministro da Segurança indonésio, Susilo Bambang Yudhoyono, pediu calma ao povo e avisou que as manifestações anti-EUA podem prejudicar as tentativas da Indonésia de consertar sua economia, que depende de empréstimos do Fundo Monetário Internacional. Ainda foram registrados protestos nas cidades indonésias de Makassar, Medan e Yogyakarta, onde bandeiras americanas e retratos do presidente dos EUA George W. Bush foram queimados. Os manifestantes ainda queimaram carros e pneus. "O mundo muçulmano precisa condenar os terroristas americanos", disse um grupo de estudantes universitárias. Leia o especial

Agencia Estado,

10 Outubro 2001 | 06h12

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