Indústria de cigarro é acusada de viciar jovens nos EUA

Um processo movido contra a indústria de cigarros nos Estados Unidos acusa as empresas de violação de lei federal ao levar crianças e adolescentes para o vício do fumo. O advogado Johnnie Cochran, que entrou com o processo hoje na Corte Distrital de Washington, pretende fazer com que as grandes companhias de tabaco, como Philip Morris, R.J.Reynolds e Brown & Williamson, paguem o que milhões de jovens gastaram com cigarros até completarem 18 anos. Além disso o advogado quer uma indenização para que seja criado um fundo educacional que faça campanhas antifumo entre os jovens, hoje e no futuro. Ele alega que durante anos e ainda hoje as empresas investem agressivamente em marketing para convencer os jovens a fumarem. O processo alega que "milhões de crianças foram incentivadas a fumar enquanto eram indefesas e agora enfrentam danos, como vício, provocados por produtos com imagens deturpadas". De acordo com estatísticas federais, o número de fumantes menores de idade caiu no final da década passada, mas um entre três estudantes de segundo grau das escolas norte-americanas admite já ter fumado. Grupos de advogados afirmam que o hábito de fumar sendo menor de idade é a porta para um vício que mata mais de 50 milhões de pessoas anualmente. Segundo a ONG Tobacco Free Kids, mais de 3 mil jovens do mundo inteiro iniciam o hábito de fumar todos os dias. As companhias de tabaco se defendem ao informar que o foco de seu negócio não está nos jovens. Uma assessora da Philip Morris garantiu que a empresa não direciona seu marketing para crianças e jovens. "A Philip Morri s sempre contribuiu para manter o cigarro longe das pessoas menores de idade", garantiu.

Agencia Estado,

23 Maio 2001 | 16h38

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