AFP PHOTO / Mohamed al-Bakour
AFP PHOTO / Mohamed al-Bakour

Investigação prova uso de armas químicas na Síria

As informações fazem parte de documentos da Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq)

Jamil Chade - Correspondente / Genebra , O Estado de S. Paulo

08 Abril 2017 | 05h00

Mesmo após o compromisso internacional, assumido em 2013, de não usar armas proibidas, o governo Bashar Assad despejou sobre sua população produtos químicos em pelo menos três ocasiões desde 2014. As informações fazem parte de documentos da Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq). 

Membros de alto escalão confirmaram ao Estado, sob condição de anonimato, que novas amostras estão sendo trazidas da Síria e, nas próximas semanas, devem determinar que tipo de substância e de que forma foi usada contra a população. Além de Assad, a entidade confirma que o Estado Islâmico também recorreu a produtos tóxicos em uma ocasião. O uso de armas químicas é considerado crime de guerra. 

Nos últimos dias, os governos de Damasco e Moscou têm declarado que Assad não recorre a armas proibidas, nem tem estoques delas. Mas relatórios confidenciais entregues no final do ano passado ao Conselho de Segurança da ONU mostram exatamente o contrário. Desde 2013, a Opaq mantém um grupo de peritos na Síria para examinar o cumprimento dos acordos e investigar eventuais incidentes. No total, ela examina dez casos. 

Segundo a organização, as forças sírias foram responsáveis por três ataques – em 21 de abril de 2014, em Talmenes; em 16 de março de 2015 em Qmenas e um ano depois, foi a vez a cidade de Sarmin ser alvo de helicópteros que despejaram bombas que, ao atingirem o solo, liberaram substância tóxica – no caso em questão, cloro.

 

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