Irã apresenta 2ª versão sobre confisco de prêmio Nobel

O governo do Irã apresentou uma segunda versão sobre o caso da medalha confiscada de Shirin Ebadi, advogada iraniana vencedora do Nobel da Paz de 2003. Hoje de manhã, o governo negou que tivesse feito o confisco do prêmio. Mais tarde, porém, afirmou que a Noruega não tinha o direito de criticar o Irã, porque o governo iraniano havia confiscado a medalha ao aplicar "leis fiscais", segundo afirmou Ramin Mehmanparast, porta-voz da chancelaria. Na segunda versão, os bens de Ebadi estariam congelados por "recusa a pagar impostos".

AE-AP, Agencia Estado

27 Novembro 2009 | 18h51

O governo iraniano cobra impostos sobre os US$ 1,3 milhão que Ebadi recebeu em 2003 da Fundação Nobel. Ebadi, uma advogada que defende os direitos humanos, argumenta que pela lei iraniana esse dinheiro estaria isento da cobrança de impostos.

O governo do Irã também criticou o governo da Noruega por ter se envolvido no caso. Ontem, a Noruega denunciou que a medalha foi confiscada, bem como outros objetos que a advogada guardava numa caixa-forte num banco em Teerã. "Nós estamos surpresos por funcionários noruegueses tomarem uma posição tendenciosa, ignorando leis respeitadas por todos", afirmou o porta-voz em um comunicado divulgado pela agência estatal Irna. Com informações da Dow Jones.

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