AFP PHOTO / SAUL LOEB
AFP PHOTO / SAUL LOEB

Irã classifica novas sanções dos EUA como 'ilegais' e ameaça com resposta

Tesouro americano anunciou na véspera sanções contra 14 pessoas e entidades iranianas, entre eles o chefe o Poder Judiciário, o aiatolá Sadeq Larijani, por abusos aos direitos humanos

O Estado de S.Paulo

13 Janeiro 2018 | 08h02

TEERÃ - O Ministério de Assuntos Exteriores do Irã condenou neste sábado, 13, as novas sanções impostas pelos Estados Unidos, qualificando-as de 'ilegais e hostis', e advertiu que receberão uma 'séria reação' por parte da República Islâmica.

Segundo o comunicado de Exteriores, esta medida cruza "todas as linhas vermelhas de comportamento na comunidade internacional e viola as normas de princípios da lei internacional".

O Tesouro americano anunciou na véspera sanções contra 14 pessoas e entidades iranianas, entre eles o chefe o Poder Judiciário, o aiatolá Sadeq Larijani, por abusos aos direitos humanos e apoio ao programa de mísseis balísticos de Teerã.

"O senhor Trump continua com suas medidas hostis contra o povo do Irã e menciona ameaças que já várias vezes foi incapaz de aplicar (...) Devido a seu desespero, sancionou vários cidadãos iranianos com escusas ilegais e ridículas para compensar pelo menos uma parte dos seus fracassos", diz a nota.

+++ Trump mantém EUA em pacto nuclear com Irã, mas Washington anuncia novas sanções

O departamento iraniano também reagiu no seu texto às novas ameaças feitas ontem pelo presidente americano contra o acordo nuclear, assinado em 2015 entre Irã e seis grandes potências.

O Ministério de Exteriores insistiu em que não adotará "nenhuma medida além dos compromissos que contraiu com o JCPOA", as siglas em inglês com as quais se conhece formalmente o pacto nuclear.

Tampouco permitirá que se estabeleça nenhuma conexão entre este acordo e outros temas, nem aceitará "nenhuma mudança nem agora nem no futuro" do JCPO.

Trump decidiu, na sexta-feira, 12, manter ativo um mecanismo que suspende temporalmente as sanções ao Irã por causa de seu programa nuclear, algo sobre o qual deve se pronunciar a cada 120 dias por força da lei, mas deu um ultimato à Europa para modificá-lo.

A sua ideia é preparar um "acordo suplementar" com seus parceiros europeus, para impor novas sanções multilaterais se o Irã desenvolver ou testar mísseis balísticos, e impedir as inspeções das suas instalações nucleares, entre outros. /EFE

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.