EFE
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Irã condena novas sanções dos EUA por seu programa balístico

Departamento de Estado americano afirma que Teerã 'continua buscando tecnologias de mísseis capazes de transportar uma arma nuclear'

O Estado de S.Paulo

18 Maio 2017 | 04h38
Atualizado 18 Maio 2017 | 08h13

TEERÃ - O Irã condenou nesta quinta-feira, 18, as novas sanções dos EUA por seu programa de mísseis balísticos, ao afirmar que prejudicariam os resultados positivos do acordo nuclear com as potências mundiais.

"O Irã condena a má vontade da administração americana para reduzir os resultados positivos da aplicação do acordo sobre o programa nuclear, ao adicionar novas sanções ilegais e extraterritoriais", escreveu o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Bahram Ghasemi, em sua conta no aplicativo de mensagens Telegram.

Washington decidiu renovar a suspensão das sanções ao Irã, resultado do acordo histórico sobre seu programa nuclear assinado pelo ex-presidente americano Barack Obama com Teerã em 2015, e o qual Donald Trump havia prometido acabar. Mas ao mesmo tempo o Departamento do Tesouro americano adotou novas sanções contra funcionários da Defesa do Irã vinculados ao programa de mísseis de Teerã.

De acordo com o Departamento de Estado americano, o "Irã continua buscando tecnologias de mísseis capazes de transportar uma arma nuclear" e os "EUA não aceitarão jamais que o regime iraniano se dote de uma arma" atômica.

Teerã nega estar desenvolvendo armas nucleares e Ghasemi destacou que o programa balístico da República Islâmica é parte do "direito que todo país tem de desenvolver suas capacidades de defesa". "A República Islâmica do Irã continuará seu programa balístico", completou. / AFP

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