Efe/Epa/Abedin Taherkenareh
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Irã descarta chances de sobreviventes em petroleiro em chamas

No sábado, a China recuperou a caixa preta e dois corpos de marinheiros do navio petroleiro; acidente aconteceu em 6 de janeiro

O Estado de S.Paulo

14 Janeiro 2018 | 08h50

TEERÃ - O Irã descartou neste domingo, 14, a possibilidade de resgatar com vida os marinheiros do petroleiro iraniano que está afundando no Mar da China Oriental, após se chocar no último dia 6 de janeiro com um cargueiro, informou o responsável do comitê especial para o acompanhamento do acidente, Ali Rabii.

Rabii esclareceu que, apesar de todos os esforços, tampouco existe a possibilidade de encontrar os corpos dos falecidos, segundo afirmou a televisão estatal iraniana.

O petroleiro tinha 32 tripulantes a bordo - 30 iranianos e dois bengaleses. Três corpos foram encontrados.

No sábado, 13, a China recuperou a caixa preta e dois corpos de marinheiros do navio petroleiro.

"Os membros da tripulação do navio morreram durante a primeira hora após o acidente por causa do poder da explosão e da fumaça de gás", indicou o porta-voz Mohammad Rastad.

+++ Ao menos trinta desaparecem na China devido à colisão de navios

"Não há esperança de encontrar sobreviventes (...) Dois terços do petroleiro afundaram, o fogo se espalhou e envolve completamente o navio e não podemos nos aproximar", acrescentou.

O petroleiro Sanchi, com 136 mil toneladas de hidrocarbonetos leves (condensados) a bordo, pegou fogo em 6 de janeiro após colidir com um navio de carga chinês. O acidente ocorreu cerca de 300 quilômetros a leste da cidade chinesa de Xangai.

O petroleiro de bandeira panameña pertence à National Iranian Tanker Company (NITC), operadora que administra a frota de petroleiros do Irã. Ele se dirigia à Coreia do Sul, com carga destinada à Hanwha Total.

Proa de petroleiro iraniano acidentado afunda após forte explosão

A proa do petroleiro iraniano afundou, neste domingo, após uma nova explosão, informou o governo chinês.

A explosão aconteceu por volta de 12h (horário local, 2h de Brasília), quando todo o petroleiro começou a arder com força, com chamas de entre 800 e 1.000 metros de altura, detalhou em um comunicado o Ministério de Transportes chinês.

As autoridades chinesas mantiveram até este domingo as tarefas de busca dos 29 marinheiros que ainda permanecem desaparecidos, já que as equipes de emergência só conseguiram recuperar três dos 32 tripulantes, 30 iranianos e dois bengaleses, que estavam a bordo do 'Sanchi'.

Em imagens divulgadas pela emissora de televisão estatal chinesa 'CCTV' é possível ver uma parte do navio afundado, enquanto o resto arde com força no meio de uma grande e densa coluna de fumaça preta.

Após saber da notícia do afundamento, o Irã confirmou a morte dos marinheiros do petroleiro, e assegurou que tampouco existe a possibilidade de encontrar os corpos dos falecidos, segundo a televisão estatal iraniana.

Uma equipe iraniana se uniu recentemente às tarefas de resgate - também apoiadas por unidades japonesas e sul-coreanas - em meio às críticas aos trabalhos de resgate e à lentidão para apagar o incêndio, ainda que o governo de Teerã tenha defendido as autoridades chinesas e negado que estas tenham atuado com negligência.

A causa do acidente ainda é desconhecida, mas as autoridades chinesas asseguraram que já abriram uma investigação.

O 'Sanchi', registrado no Panamá, transportava 136.000 toneladas de petróleo condensado formado por uma mistura de hidrocarbonetos recuperados durante o processamento do gás natural.

Ainda que ainda seja cedo para falar do impacto ambiental, o Greenpeace alertou que um grande volume de vazamento de condensado poderia representar um risco de intoxicação de espécies de grande consumo na China como a corvina amarela e a cavala. /AFP e EFE

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