1. Usuário
Assine o Estadão
assine

Irã e UE vão se reunir para discutir programa nuclear

Estadão Conteúdo

25 Agosto 2014 | 14h 54

As conversas serão conduzidas pela chefe de política externa da UE, Catharine Ashton, e pelo ministro de Relações Exteriores do Irã, Javad Zarif

HAIDAR HAMDANI/AFP
Os países do Ocidente buscam um compromisso do Irã em não desenvolver armas nucleares

A União Europeia (UE) e o Irã vão se reunir na próxima segunda-feira em Bruxelas, na Bélgica, para mais uma rodada de negociações envolvendo o polêmico programa nuclear iraniano, informou nesta segunda-feira a própria União Europeia.

As conversas serão conduzidas pela chefe de política externa da UE, Catharine Ashton, e pelo ministro de Relações Exteriores do Irã, Javad Zarif. Havia a expectativa de que um acordo fosse selado em julho, mas em uma rodada no mês passado, em Viena, na Áustria, ficou decidido pela extensão do prazo para até 24 de novembro.

"Esse será um importante encontro, a partir do qual poderemos estar mais preparados para uma próxima e grande rodada de negociações", disse uma porta-voz de Catharine Ashton. A chefe de política externa da UE tem liderado as conversas em nome de seis grandes potências, com o objetivo de responder às preocupações da comunidade internacional em torno da ameaça que pode representar para o mundo o programa nuclear iraniano. Além da reunião em Bruxelas, um outro encontro acontecerá em Nova York, no próximo dia 16 de setembro, quando começa a próxima edição da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

Os países do Ocidente buscam um compromisso do Irã em não desenvolver armas nucleares. Na última rodada, o país do Oriente Médio concordou com novas medidas para conter seu programa, pedindo em troca a suspensão de algumas sanções internacionais, em especial dos Estados Unidos.

Os norte-americanos afirmaram que poderiam dar aos iranianos acesso a US$ 3 bilhões em receitas exportações de petróleo, pelos próximos quatro meses. Em contrapartida, o Irã aceitou acelerar a conversão de 20% do seu urânio em combustíveis para seu reator de pesquisa. A medida torna bem mais difícil usar o urânio convertido em armas nucleares. Fonte: Dow Jones Newswires.