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Iraque tem dificuldades de avançar contra insurgentes

Agência Estado

29 Junho 2014 | 09h 21

As forças de segurança do Iraque chegaram a um impasse nos arredores da cidade de Tikrit neste domingo, com o esforço mais visível do governo iraquiano de conter o avanço de insurgentes sunitas aparentemente perdendo força, segundo autoridades militares.

A operação militar do governo, que teve início ontem após semanas de preparação, foi contida por extensas formações de minas terrestres instaladas por insurgentes na principal estrada entre Samarra, sede provisória das forças iraquianas ao norte de Bagdá, e Tikrit, de acordo com oficiais do Centro de Comando de Samarra.

Os relatos contrariam anúncios oficiais divulgados pela emissora de TV estatal, segundo os quais soldados iraquianos teriam "limpado" Tikrit e se preparavam para reconquistar áreas circundantes na província de Salah al-Din nas próximas horas.

Na manhã de hoje (pelo horário local), porém, as tropas iraquianas ainda não tinham conseguido retomar o controle de Tikrit, cidade natal do ex-presidente Saddam Hussein e um dos centros da resistência liderada por sunitas contra forças norte-americanas desde a invasão de 2003, segundo moradores locais.

A reconquista de Tikrit, ocupada por combatentes comandados pelo Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL), seria uma importante vitória psicológica para Bagdá, após os sunitas avançarem por áreas do norte e oeste do Iraque ao longo de três semanas seguidas. Seria também um trunfo para o enfraquecido primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, que luta por sua vida política contra um Parlamento recém-eleito que parece cada vez mais determinado a impedir que ele garanta um novo mandato de quatro anos.

Os novos parlamentares iraquianos assumem nesta terça-feira em meio a pressões crescentes, tanto internas quanto externas, para que se acelere a formação de um governo de união capaz de fazer o Iraque superar sua pior crise de segurança desde 2003.

Embora a coalização de Maliki tenha conquistado a maioria dos assentos nas eleições de 30 de abril, muitos legisladores de seu próprio bloco xiita o culpam pela frágil união nacional no país e por seguidas derrotas sofridas pelos militares iraquianos. Fonte: Dow Jones Newswires.