Abbas Momani/AFP
Abbas Momani/AFP

Israel barra entrada de palestinos na Cidade Velha de Jerusalém

Medida foi tomada durante feriado judaico, após onda de violência entre israelenses e palestinos

O Estado de S. Paulo

04 Outubro 2015 | 09h21

Em uma ação sem precedentes, a polícia israelense barrou a entrada de palestinos na Cidade Velha de Jerusalém, neste domingo, 4, em resposta a ataques com facas que mataram dois israelenses e feriram outros três. Segundo o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, haverá uma "dura ofensiva" para combater o aumento da violência na região.

As tensões aumentaram nas últimas semanas na cidade - que é repleta de locais sagrados para judeus e muçulmanos -, com uma série de ataques a israelenses pelos chamados "lobos solitários". Em resposta, as forças de segurança de Israel lançaram um intenso ataque à Cisjordânia.

O recente aumento da violência acontece ao mesmo tempo em que muitos palestinos não acreditam ser possível alcançar a soberania através de negociações com Israel. Especialistas israelenses levantam a possibilidade de uma terceira rebelião palestina, embora o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, tente impedir grandes surtos de violência, apesar dos crescentes atritos com o primeiro-ministro israelense.

Em resposta à recente onda de violência, a polícia israelense disse que vai impedir residentes palestinos de Jerusalém de entrar na Cidade Velha por dois dias durante um feriado judaico. Os palestinos que vivem, trabalham e estudam dentro da área, assim como os israelenses e turistas, terão a entrada permitida.

Esta é uma medida drástica que pretende impedir a ocorrência de ataques durante a festa judaica, quando milhares de pessoas visitam a Cidade Velha", disse o porta-voz da polícia israelense, Micky Rosenfeld. Israel conquistou a Cidade Velha e Jerusalém oriental durante a guerra de 1967, e mais tarde anexou as áreas. Os palestinos reivindicam Jerusalém Oriental como a capital do seu Estado.

Cerca de 300.000 palestinos vivem em Jerusalém, e correspondem a cerca de um terço do população cidade. Eles vivem no bairro árabe na parte leste da cidade, e têm permissão para morar em Jerusalém, mas não possuem a cidadania israelense.

No mais recente ataque, a polícia israelense afirma que um adolescente palestino esfaqueou e feriu sem gravidade um israelense de 15 anos de idade, na manhã deste domingo. Ele foi morto a tiros pela polícia local. (Com informações da Associated Press).

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