EFE/Yoan Valat
EFE/Yoan Valat

Israel comunica oficialmente Unesco sobre saída da organização

Retirada do país de entidade da ONU para Educação, Ciência e Cultura segue Estados Unidos; processo deve durar um ano

O Estado de S.Paulo

29 Dezembro 2017 | 18h40

O governo de Israel notificou formalmente a sua retirada da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) nesta quinta-feira. A saída do país já havia sido anunciada em outubro, quando a organização estava em plena eleição para a escolha de sua diretora geral. A confirmação da retirada israelense ocorre cerca de dois meses após o governo dos Estados Unidos tomar a mesma atitude.

A decisão de Israel foi confirmada em um comunicado da diretora geral da Unesco, a francesa Audrey Azoulay, eleita para o cargo em novembro. O processo de retirada do país deve durar cerca de um ano. A previsão, segundo o comunicado, é que Israel permaneça na entidade até o dia 31 de dezembro de 2018. Na mensagem, a diretora disse "lamentar profundamente" a decisão do país.

"É no seio da Unesco, e não fora dela, onde os Estados podem intervir da melhor maneira para ajudar a resolver diferenças que afetam os âmbitos de competência da organização", disse Audrey no comunicado. "Permanecer plenamente implicado no funcionamento da Unesco permite continuar um diálogo, uma cooperação e alianças mais necessários do que nunca."

+++ EUA anunciam saída da Unesco e ampliam isolamento

Estados Unidos. Diplomatas americanos e israelenses anunciaram  em outubro que sairiam da Unesco. À época, os governos de Donald Trump e Benjamin Netanyahu justificaram a decisão acusando a Unesco de ser muito “anti-Israel” e “pró-Palestina” – desde 2011 o território palestino é reconhecido como um Estado com status de membro pleno e permanente.

Os EUA confirmaram sua retirada da Unesco um dia antes da eleição da nova diretoria geral. A saída, que ainda não foi concluída, representa uma perda de 22% do orçamento da entidade, custeado por Washington. A Unesco foi criada em 1945, após a 2.ª Guerra, justamente por iniciativa dos EUA. Israel é membro da entidade desde 1949. / AFP e EFE

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