Israel dá direito de residência aos "hebreus negros"

O governo israelense concedeu direito de residência permanente no país aos ?hebreus negros?, uma comunidade de americanos negros, alguns dos quais vivem em Israel desde 1969, informa o Ministério do Interior. O governo garantiu o novo direito ao grupo de cerca de 2.000 cidadãos dos EUA que seguiram o motorista de ônibus Ben Ami Carter até a cidade de Dimona, no sul do deserto israelense, na crença de que seriam descendentes das tribos perdidas de Israel. Vestindo preferencialmente trajes negros com bordados em padrões rebuscados, os hebreus negros são um dos grupos mais incomuns da Israel. Praticam a poligamia, evitam o controle da natalidade, evitam comer carne, laticínios, ovos e açúcar. Como residentes permanentes, eles poderão servir nas forças armadas e estabelecer comunidades residenciais próprias, informa o ministério, acrescentando que, segundo o procedimento normal, a cidadania plena deve se seguir à residência permanente, depois de um intervalo, não especificado, de tempo. Diversos ministros do Interior vinham evitando ampliar os direitos dos hebreus negros. Normalmente ligados a partidos judaicos ultra-ortodoxos, os ministros eram influenciados pelo rabinato principal de Israel, que decidiu que os hebreus negros não são judeus, e não poderiam ter acesso à cidadania automática garantida pela ?Lei do Retorno?.

Agencia Estado,

28 Julho 2003 | 16h03

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