Sebastian Scheiner/AP
Sebastian Scheiner/AP

Israel pediu ajuda a Trump para vetar resolução sobre assentamentos nos territórios ocupados

Segundo a rede CNN, governo israelense tinha dificuldades em convencer a administração Obama de barrar a proposta

O Estado de S.Paulo

23 Dezembro 2016 | 09h41

WASHINGTON - O governo de Israel entrou em contato com o presidente eleito dos EUA, Donald Trump, para pressionar a administração de Barack Obama para que vetasse nesta sexta-feira, 23, a resolução no Conselho de Segurança da ONU sobre os assentamentos nos territórios ocupados, informou a rede CNN.

Os EUA exerceram historicamente o direito de veto em propostas de resolução para condenar Israel por suas políticas em relação aos palestinos, mas especulava-se que esse posicionamento poderia mudar com o projeto de resolução proposto pelo Egito. No entanto, o texto não chegou a ser votado porque os egípcios decidiram adiar a sessão para a última hora, com o objetivo de continuar as conversas diplomáticas.

Um funcionário israelense citado pela CNN explicou que, diante da dificuldade de convencer a administração Obama de vetar a resolução, seu governo entrou em contato com a equipe de Trump. "Entramos em contato com o presidente eleito e estamos muito agradecidos de que interviesse, que não era simples fazê-lo", acrescentou.

Trump teria telefonado então para o presidente do Egito, Abdel-Fattah Al-Sissi, para discutir sobre a votação da proposta no Conselho de Segurança. Durante a conversa, o líder egípcio estabelecer um acordo com o republicano que visa dar uma oportunidade ao novo governo americano para buscar "uma solução completa e definitiva" ao conflito entre israelenses e palestinos, informou a agência oficial de notícias Mena.

Sissi afirmou a Trump que espera que a nova administração americana trate "de forma completa" a questão palestina. Ambos também discutiram sobre a situação no Oriente Médio e falaram da importância da cooperação conjunta entre Egito e EUA para fazer frente aos perigos que ameaçam a segurança internacional. / EFE

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