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Israel rebate críticas do Brasil e chama País de 'anão diplomático'

Ministério das Relações Exteriores brasileiro condenou ações em Gaza e convocou embaixador em Tel-Aviv para consultas

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O Estado de S. Paulo

24 Julho 2014 | 10h35

(Atualizada às 12h18) JERUSALÉM - O Ministério das Relações Exteriores israelense respondeu as críticas do Brasil à postura de Israel no conflito com os palestinos na Faixa de Gaza e chamou o País de "anão diplomático".

"Essa é uma demonstração lamentável de por que o Brasil, um gigante econômico e cultural, continua sendo um anão diplomático", disse o porta-voz Yigal Palmor nesta quinta-feira, 24, de acordo com o jornal The Jerusalem Post.

Na quarta-feira, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil divulgou uma nota afirmando que o País considera "inaceitável" o conflito e chamou para consultas o embaixador brasileiro em Tel-Aviv, Henrique Sardinha. "Condenamos energicamente o uso desproporcional da força por Israel na Faixa de Gaza, do qual resultou elevado número de vítimas civis, incluindo mulheres e crianças", dizia a nota da chancelaria brasileira.

"O relativismo moral por trás dessa atitude faz do Brasil um parceiro diplomático irrelevante, que cria problema ao invés de contribuir para solucioná-los", ressaltou Palmor, segundo o The Jerusalem Post.

A Confederação Israelita do Brasil também criticou a atuação da chancelaria do País. Em nota, a confederação disse que o comunicado do Ministério das Relações Exteriores do Brasil evidenciava "a abordagem unilateral do conflito na Faixa de Gaza, ao criticar Israel e ignorar as ações do grupo terrorista Hamas".

"Assim como o Itamaraty, esperamos um cessar-fogo imediato. No entanto, a lamentável nota divulgada pela chancelaria exime o grupo terrorista Hamas de responsabilidade no cenário atual. Não há uma palavra sequer sobre os milhares de foguetes lançados contra solo israelense ou as seguidas negativas do Hamas em aceitar um cessar-fogo", afirma a nota da confederação.

O Brasil foi um dos 29 países que votou na quarta pela investigação das ações de Israel em Gaza. Segundo a chancelaria, o País optou por votar favoravelmente sobre a condenação do Conselho de Direitos Humanos da ONU à ofensiva israelense em virtude da "gravidade da situação".

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