Sebastian Scheiner/AP
Sebastian Scheiner/AP

Israelenses vão às urnas para escolher o novo Parlamento

Eleição dos novos deputados determinará se Netanyahu continuará como premiê ou se Herzog, da União Sionista, chefiará novo governo; opositores têm pequena vantagem, segundo pesquisas

O Estado de S. Paulo

17 Março 2015 | 09h10

(Atualizada às 9h30) JERUSALÉM - Quase 6 milhões de israelenses vão às urnas nesta terça-feira, 17, para eleger o novo parlamento do país e decidir se, nos próximos quatro anos, o país continuará sendo comandado pelo atual primeiro-ministro, Binyamin Netanyahu, ou se passará para as mãos de Isaac Herzog, da coalizão de centro-esquerda União Sionista - que deve dividir o governo com a ex-ministra da Justiça, Tzipi Livni.

Espalhados por mais de 10 mil centros de votação, os 5,88 milhões de eleitores habilitados para essa votação escolherão os 120 deputados do novo Parlamento de Israel. As primeiras pesquisas de boca de urna deve ser divulgadas após o fechamento da votação, às 20h (horário local). O nome do novo chefe de governo, porém, pode demorar até algumas semanas para ser escolhido.

As eleições legislativas, de certa maneira, se transformaram em um referendo sobre a administração de Netanyahu, de 65 anos, que é o premiê desde 2009 e, ao todo, já dirigiu o país por quase uma década - contando seu primeiro mandato, de 1996 a 1999.

A votação, convocada dois anos antes do previsto, foi antecipada pelo próprio primeiro-ministro que, em dezembro, rompeu com a coalizão governamental por considerar ter condições de enfrentar seus adversários políticos, principalmente Herzog.

No entanto, pesquisas divulgadas até ontem davam à União Sionista entre 25 e 26 cadeiras no Parlamento, 4 a mais do que obteria o Likud, de Netanyahu.

A pequena margem de vantagem da União Sionista deve resultar em um longo período de negociações após a eleição para a formação do novo governo. Pelas regras eleitorais de Israel, o presidente do país, Reuven Rivlin, não é obrigado a convocar o partido mais votado para formar a nova administração - Rivlin deve estudar as correlações de forças e designar o deputado que tiver mais possibilidades de formar uma aliança governamental.

A votação. Netanyahu e sua mulher, Sara, votaram às 7 horas em uma escola de Jerusalém. "Não farei um governo de união com o Partido Trabalhista (de Herzog, membro da União Sionista)", afirmou o premiê depois de sair da zona eleitoral. "Formarei um governo nacional."

Depois de votar em Tel-Aviv, Herzog comentou as declarações de Netanyahu: "A eleição está entre a mudança e a esperança, de um lado, e a desesperança e a desilusão, do outro". 

Até o meio dia (horário local), cerca de 26% dos eleitores já tinham votado, segundo informações da Comissão Central Eleitora. O índice, bem parecido com o registrado no mesmo horário das eleições de 2013 - 26,7% -, foi elaborado com base na análise de 400 centros de votação.

O índice histórico de participação nas eleições em Israel está na casa dos 77%, apesar de na última década essa média ter sido inferior a 70% e de, nas últimas eleições, apenas 67,8% dos eleitores terem comparecido. / AFP e EFE

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