Italiano preso injustamente pede indenização de R$ 12,5 milhões

O empresário Daniele Barillà, de 40 anos, reivindica do Estado uma indenização de 12 bilhões de liras (cerca de R$ 12,5 milhões). Ele passou sete anos e meio na prisão até que os juízes reconhecessem sua inocência. A culpa de Daniele Barillà foi estar dirigindo um carro da mesma cor e modelo daquele de um traficante de drogas perseguido pela polícia. Hoje, os advogados do empresário apresentaram a requisição para reparação do erro judicial à Corte de Apelações de Gênova. Daniele Barillà foi preso em Milão, em 11 de fevereiro de 1992, quando a polícia italiana perseguia um mafioso milanês que transportava 50 quilos de cocaína. Tanto Barillá quanto o mafioso utilizavam-se de um Fiat vermelho, do mesmo modelo. Em julho do ano passado, o empresário foi liberado pela Corte de Apelações de Gênova. ?Fiquei sete anos e meio na prisão, passando por 18 transferências de cárcere e não havia feito nada?, disse Daniele Barillà à agência Ansa. ?A minha única culpa é que o carro em que estava no momento da prisão era do mesmo modelo e cor daquele que os policiais seguiam?. Os advogados de Barillá alegam que ele foi preso em uma fase de sua vida (tinha cerca de trinta anos) na qual uma pessoa constrói a base para seu futuro, seja em plano pessoal ou profissional. ?Barillà era um empreendedor brilhante e tinha uma empresa com uma renda líquida anual de 130 milhões de liras, que teve de fechar?, disse o advogado. ?E enquanto esteve preso, a noiva rompeu o compromisso e seus pais faleceram?.

Agencia Estado,

31 Maio 2001 | 15h10

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