EFE/MINISTÉRIO DE DEFESA DA COREIA DO SUL
EFE/MINISTÉRIO DE DEFESA DA COREIA DO SUL

Japão pede novas sanções contra Coreia do Norte ao Conselho de Segurança da ONU

Premiê japonês destacou a necessidade de os líderes dos EUA e Rússia pressionarem mais com o objetivo de frear as ações norte-coreanas; China não exclui a possibilidade de aprovar um embargo total de petróleo a Pyongyang

O Estado de S.Paulo

04 Setembro 2017 | 12h10

TÓQUIO - O Japão defendeu nesta segunda-feira, 4, ante o Conselho de Segurança da ONU, um projeto de resolução para aplicar novas sanções contra a Coreia do Norte, que realizou no domingo seu sexto teste nuclear.

"Não podemos perder mais tempo", declarou o embaixador japonês Koro Bessho aos jornalistas antes de uma reunião de emergência do Conselho. "Esperamos que ao final da reunião haja um sentimento geral de que devemos trabalhar em conjunto sobre uma nova resolução", afirmou, e acrescentou que espera que Moscou e Pequim "estejam a bordo".

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, pediu aos presidentes dos EUA e Rússia para pressionar mais a Coreia do Norte com o objetivo de colocar um fim ao seu desenvolvimento de armas. Ele conversou com o presidente americano, Donald Trump, por telefone no final do domingo, e os dois concordaram na necessidade de elevar a pressão sobre Pyongyang e reiteraram a importância do papel da China e da Rússia para uma resposta contundente.

Alemanha e França pedirão à União Europeia (UE) que faça consultas sobre a possibilidade de se impor sanções mais pesadas contra a Coreia do Norte, disse o porta-voz do governo alemão, Steffen Seibert. “A Coreia do Norte, sua liderança, e o presidente Kim são exclusivamente responsáveis por essa provocação”, afirmou em coletiva de imprensa. “A Coreia do Norte está pisando em toda a lei internacional.”

Berlim é a favor de uma solução “diplomática, pacífica” para a crise, disse, acrescentando que isso demanda uma resposta coordenada do mundo inteiro. “Não só do mundo ocidental, mas da Rússia e da China também”, afirmou.

A Suíça destacou que está preparada para agir como mediadora para ajudar a resolver a crise da Coreia do Norte, inclusive sediando conversas ministeriais, disse a presidente suíça, Doris Leuthard.

Ela disse que soldados suíços foram mobilizados para a área de fronteira entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul, e o país tem um longo histórico de diplomacia neutra. Entretanto, os EUA e a China precisam assumir sua parte da responsabilidade.

“Nós estamos prontos para oferecer nosso papel como um mediador”, disse Doris, em coletiva de imprensa. “Agora realmente é a hora de se sentar a uma mesa. As grandes potências têm uma responsabilidade.”

Embargo

A China não excluiu nesta segunda-feira a possibilidade de apoiar na ONU um embargo total de petróleo à Coreia do Norte, e pediu ao país para "não aumentar as tensões" com novos lançamentos de mísseis. A possibilidade de impor um veto às importações norte-coreanas de petróleo foi estudada por EUA e Japão, segundo informações divulgadas em Tóquio.

Questionado sobre essa possibilidade, Geng Shuang, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, disse em coletiva de imprensa que a resposta ao sexto teste atômico norte-coreano "depende das discussões entre os membros do Conselho de Segurança da ONU", mas não a rejeitou totalmente.

O porta-voz também insistiu que "não é justo" responsabilizar a China pela situação, já que seu país fez "esforços sem descanso" para buscar uma solução negociada. "Não podemos depender unicamente da China", destacou, citando os pedidos de diferentes líderes internacionais para que Pequim faça mais para resolver a crise na península. / AFP, REUTERS e EFE

 

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