1. Usuário
Assine o Estadão
assine

Jihadistas pediram US$ 132 milhões para soltar jornalista sequestrado

O Estado de S. Paulo

21 Agosto 2014 | 14h 09

Integrantes do Estado Islâmico fizeram o pedido para a agência onde James Foley trabalhava e para a família dele

WASHINGTON - Os jihadistas do Estado Islâmico (EI) pediram US$ 132,5 milhões para libertarem o jornalista americano James Foley, sequestrado na Síria em 2012 e decapitado nesta semana, disseram uma autoridade dos EUA e o presidente da agência GlobalPost, para onde Foley trabalhava.

Philip Balboni disse, em entrevista ao Wall Street Journal que a quantia foi solicitada à agência e à família de Foley. Balboni evitou comentar a resposta que foi dada ao pedido do EI e afirmou apenas que todas as conversas com os sequestradores foram comunicadas às autoridades americanas.

Outra autoridade dos EUA, que também falou em condição de anonimato, afirmou que as demandas dos sequestradores foram feitas por e-mail para a família de Foley. A política dos EUA proíbe o governo de negociar com terroristas, incluindo aí o pagamento de resgates.

A informação foi anunciada após os Estados Unidos revelarem que tinham enviado uma missão secreta neste ano para a região de atuação do EI na Síria e no Iraque com a intenção de resgatar Foley e outros reféns americanos.

"Tratou-se de uma operação por terra e ar e se focou em uma rede particular do EI. Infelizmente, a missão não teve êxito porque os reféns não estavam no local onde pensávamos", explicou o porta-voz do Pentágono, o contra-almirante John Kirby, por meio de um comunicado.

Foley, de 40 anos, foi sequestrado em novembro de 2012 na Síria quando seguia para a fronteira com a Turquia. Logo após seu desaparecimento, pensava-se que ele estava em mãos de milícias pró-governo, mas mais tarde se soube que tinha sido capturado pelos jihadistas do EI.

No vídeo de sua decapitação, o carrasco de Foley aparece perto de outro jornalista americano sequestrado, Steven Joel Sotloff, e diz que a vida de Sotloff "depende da próxima decisão de (presidente Barack) Obama". / AP e EFE