Stringer|Reuters
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Jihadistas usam Telegram, Dark Web e bitcoins

Só em março deste ano, mais de 700 canais identificados com o Estado Islâmico foram abertos na rede social, diz pesquisador

O Estado de S.Paulo

24 Julho 2016 | 03h00

A rede social que mais preocupa nas investigações sobre o Estado Islâmico (EI) não é o WhatsApp, mas o Telegram. Desde setembro de 2015, jihadistas migraram em massa do Twitter para lá. “Só em março de 2016, mais de 700 canais identificados com o EI foram abertos no Telegram”, diz o pesquisador israelense Michael Barak, do Instituto Internacional para Contraterrorismo (IDC).

É comum que sejam fechados, para logo reabrirem. A propaganda do EI também é disseminada na Dark Web, cujas páginas, invisíveis aos sistemas de busca, permitem navegação anônima. “Depois dos ataques de novembro de 2015 em Paris, o EI se voltou para a Dark Web numa tentativa de proteger a identidade de seus apoiadores”, escreveu Gabriel Weimann, da Universidade de Haifa. Desde 2013, quando foram interceptadas comunicações do líder da Al-Qaeda Ayman al-Zawahiri, há provas de que terroristas usam criptografia sofisticada.

O EI foi além. Fora Telegram e Dark Web, também adotou a moeda digital bitcoin para manter o anonimato em transações financeiras com traficantes de armas e antiguidades roubadas.

Trump, agente de Putin

Donald Trump vem detonando os pilares da política externa americana. Sua plataforma não menciona um Estado palestino e considera Jerusalém “capital indivisível” de Israel. Desprezando tratados internacionais, ele disse que só defenderia os aliados da Otan que “cumprem suas obrigações”. “Trump se desmascarou como agente do presidente russo, Vladimir Putin”, escreveu Jeffrey Goldberg na The Atlantic.

A plagiadora se desculpa

A redatora Meredith McIver assumiu a culpa por ter plagiado Michelle Obama ao escrever o discurso que Melania Trump leu na Convenção Republicana. Ex-bailarina, Meredith trabalha há mais de dez anos para Trump e já assinou cinco livros com ele. Melania a convocou depois de rejeitar um discurso verificado em sistemas antiplágio. Meredith pediu desculpas.

Inexperiente e esforçada

Aos 27 anos, a ex-modelo e ex-atleta Hope Hicks foi guindada, sem nenhuma experiência com política, ao posto de assessora de imprensa da campanha de Trump. Como Meredith, emergiu numa organização que valoriza mais a lealdade que a competência. Já teve de rebater o papa, lida com 250 pedidos de entrevista por dia e, segundo Trump, “está fazendo um belo trabalho”.

Experiente e discreto

O cérebro da campanha de Trump é o discreto Paul Manafort, sócio de uma empresa de Washington conhecida por vender acesso aos políticos que ajuda a eleger. “Podem chamar de tráfico de influência. Eu chamo de lobby”, disse Manafort num depoimento à Justiça. Seu currículo reúne uma invejável lista de autocratas e ditadores, do zairense Mobutu Sese Seko ao ucraniano Victor Yanukovich.

Justo e equilibrado

Rupert Murdoch não hesitou ao demitir da Fox News o executivo Roger Ailes, acusado de assédio sexual por mais de 20 mulheres. Ailes criou o canal conservador há 20 anos e se tornou homem de confiança de Murdoch. Foi o artífice da polarização política americana e, sem ele, não haveria Trump. Às acusações de machismo, respondia ter sido “o primeiro a pôr uma mulher como âncora em horário nobre”.

O escritor e a atriz

A atriz Natalie Portman e o escritor Jonathan Safran Foer mantiveram uma correspondência eletrônica que se perdeu. A recriação dos e-mails, publicada pela revista T, é ilustrada por sete fotos de Natalie - e nenhuma de Jonathan.

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