REUTERS/Matt Blewett
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Jogadores da NFL anunciam que não comparecerão a encontro com Trump

Atletas do Philadelphia Eagles, time de futebol americano que venceu o Super Bowl no domingo, não pretendem participar de tradicional encontro com presidente, após o líder ter criticado protestos contra o racismo antes das partidas

O Estado de S.Paulo

06 Fevereiro 2018 | 18h02

WASHINGTON - Jogadores do time de futebol americano Philadelphia Eagles, campeão do Super Bowl no domingo, anunciaram publicamente que não comparecerão à cerimônia na Casa Branca em que, tradicionalmente, o presidente dos Estados Unidos recebe os vencedores da NFL. Donald Trump tem qualificado como "desrespeito" os protestos realizados por atletas da liga, negros, em sua maioria, para denunciar a injustiça racial e criticar a brutalidade da polícia nos EUA.

Nas manifestações, os esportistas se ajoelham durante a execução do hino nacional americano.

Os jogadores Malcolm Jenkins, Torrey Smith e Chris Long afirmaram a vários veículos de comunicação que não têm intenção de participar da habitual cerimônia na sede da presidência dos EUA. O encontro desta ano ainda não tem data marcada.

"Não. Eu, pessoalmente, não planejo comparecer", declarou Malcolm Jenkins na manhã da segunda-feira, 5, no programa New Day, da rede de TV americana CNN, afirmando que não tem nada a dizer a Trump.

Em entrevista a uma rádio, Chris Long disse que também não comparecerá ao encontro com o presidente americano. "Não, não vou à Casa Branca. Você está de brincadeira?"

Nos últimos meses, Trump atacou repetidamente vários jogadores da NFL por se ajoelhar durante o hino americano. O protesto contra o racismo nos EUA passou a ter também uma conotação de crítica às políticas do presidente. Em setembro, Trump pediu para donos de times despedirem os atletas que realizarem a manifestação. Em novembro, pediu a suspensão de um jogador que protestou. O presidente sugeriu que, se os torcedores abandonassem os estádios quando ocorressem os protestos, as manifestações parariam.

"Não estamos protestando contra o hino. É um protesto (que é feito) durante o hino", disse o jogador Torrey Smith antes da final do Super Bowl, que o Philadelphia Eagles ganhou de 41 a 33 do New England Patriots. Na ocasião, o atleta disse que, se vencesse, não compareceria ao encontro com Trump. / EFE 

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