Jornal se desculpa por sugerir que Bush deveria ser morto

O jornal inglês The Guardian pediu desculpas, hoje, por ter publicado um artigo do colunista Charlie Brooker, no qual insinuava que o presidente americano George W. Bush deveria ser assassinado. Descrevendo Bush nos piores termos, a polêmica criada por Brooker foi concluída com a pergunta: "John Wilkes-Booth, Lee Harvey Oswald, John Hinckley Jr., onde estão vocês quando mais precisamos?" Wilkes-Booth assassinou o presidente Abraham Lincoln, Oswald matou o presidente John F. Kennedy e Hinckley feriu a tiros o presidente Ronald Reagan. O jornal alegou serem "levianos e de mau gosto" os comentários e que deveriam ser tomados por "piada irônica, e não um chamado à ação - algo que ele acreditava que os leitores habituais de sua coluna humorística iriam entender". No início do mês o Guardian já havia criado desavenças além-mar. Os leitores foram convidados a mandar cartas para eleitores do Condado de Clark, em Ohio, nos Estados Unidos. O estado americano ainda permanece indefinido nas eleições presidenciais. A sugestão não era de fazer propaganda para qualquer candidato, mas para alertar aos cidadãos americanos sobre a importância do voto no dia 2 de novembro. O jornal pôs fim a sua campanha após ter recebido muitas cartas, na maioria hostis, de eleitores dos EUA e depois de ter seu site invadido por hackers na internet.

Agencia Estado,

25 Outubro 2004 | 16h05

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