Jornalista inglesa presa pelo Taleban fez greve de fome

Libertada na segunda-feira pelo regime afegão do Taleban depois de um cativeiro de dez dias, a jornalista britânica Yvonne Ridley disse que fez greve de fome para "inquietar" seus carcereiros e usou pedaços de papel para fazer anotações. Ela afirmou que não tinha nenhuma informação sobre o destino de seus guias afegãos, em companhia dos quais foi detida no interior do país. Ela foi acusada de entrar ilegalmente em território afegão com o propósito de fazer espionagem. "Não sei o que se passou com eles (os guias), se estão presos ou foram sumariamente executados." Em entrevista ao jornal londrino Daily Express, Yvonne ressaltou que a greve de fome era a única arma de que dispunha. "Era uma coisa que eles (os guardas) não me podiam impedir de fazer." A repórter, de 43 anos e mãe de uma menina de nove, garantiu que em nenhum momento foi molestada fisicamente pelos agentes talebans. "Tentaram apenas me quebrar psicológica e mentalmente, com um interrogatório sem fim", ressaltou ela. "Perguntavam-me sempre a mesma coisa, da manhã até às nove da noite, dia após dia", afirmou, acrescentando que os interrogadores não conseguiam entender sua missão "puramente jornalística". "Depois da décima vez que me perguntaram por que entrei no Afeganistão, levantei os braços e respondi: porque quero me unir aos talebans. Todos começaram a rir e a tensão acabou." Leia o especial

Agencia Estado,

09 Outubro 2001 | 21h06

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