AP Photo/Pablo Martinez Monsivais
AP Photo/Pablo Martinez Monsivais

Juiz americano determina que Trump permita entrada de imigrantes muçulmanos com visto

Apesar de decreto do presidente, Andre Birotte Jr. ordenou que autoridades americanas parem de ‘remover, deter ou bloquear a entrada de demandantes ou qualquer outra pessoa com um visto de imigrante válido’

O Estado de S.Paulo

02 Fevereiro 2017 | 08h11

LOS ANGELES - Um juiz federal dos EUA em Los Angeles determinou que o governo do presidente Donald Trump permita a entrada no país de imigrantes de sete nações de maioria muçulmana que tenham liberação inicial para residir legalmente nos EUA, apesar de um decreto presidencial que proíbe o ingresso dessas pessoas no território americano.

A decisão de terça-feira do juiz Andre Birotte Jr. segue decisões de juízes federais em pelo menos outros quatro Estados que também limitaram o decreto presidencial de Trump, assinado na sexta-feira.

Em decisão liminar, Birotte ordenou que as autoridades americanas parem de "remover, deter ou bloquear a entrada de demandantes ou qualquer outra pessoa com um visto de imigrante válido" que chegue de um dos sete países vetados pelo decreto de Trump. São eles: Irã, Iraque, Líbia, Somália, Sudão, Síria e Iêmen.

De acordo com o Departamento de Estado americano, vistos de imigrantes são o primeiro passo para se tornar um residente permanente dentro da lei, ou seja, um portador do chamado green card.

A decisão de Birotte não se aplica a turistas, estudantes ou pessoas que viajam a negócios sem visto de imigrantes. O Departamento de Justiça dos EUA está revendo a ordem e não irá comentar o assunto por enquanto, disse uma porta-voz da agência por e-mail.

Djibuti. Birotte também emitiu uma ordem judicial que proíbe governo americano de impedir a entrada no país de mais de duas dúzias de iemenitas com vistos válidos. O magistrado acolheu uma petição da advogada de imigração Julie Goldberg e de seu sócio Daniel Covarrubias-Klein em nome de 28 iemenitas que ficaram retidos na minúscula nação africana do Djibuti em trânsito para os EUA, após a emissão do decreto.

Alguns deles têm dupla cidadania (iemenita-americana) e possuem green card. A sentença se soma a outras similares de juízes de outros Estados, como Nova York, Virgínia e Washington.

Entre os afetados, está uma família na qual o pai, a mãe e uma filha já são cidadãos americanos, e o outro filho, de três anos, que está tentando obter o visto, teve seu passaporte apreendido na embaixada americana no Djibuti. Goldberg disse que 214 clientes iemenitas afetados pela ordem executiva de Trump estão retidos, sem poder voltar a seu país em guerra. / REUTERS e AFP

Mais conteúdo sobre:
Estados Unidos Donald Trump Imigração

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.