Juiz indicia 17 membros das Brigadas Vermelhas

Um juiz italiano determinou que irão a julgamento 17 supostos membros das Brigadas Vermelhas, grupo terrorista italiano de extrema esquerda, acusados do assassinato do consultor Massimo D´Antona, que em 1999 assessorava o governo numa polêmica proposta de reforma trabalhista. Também hoje veio a público que as Brigadas mantinham dossiês sobre importantes figuras do país, como o premier Silvio Berlusconi e o presidente Carlo Ciampi. A morte de D´Antona marcou o retorno das Brigadas depois de quase uma década de silêncio. O grupo promoveu um banho de sangue na Itália entre os anos 70 e 80, com uma série de ataques contra policiais, militares e empresários. O ato terrorista mais notório das Brigadas Vermelhas foi o assassinato do ex-premier Aldo Moro, em 1978. O julgamento de 15 dos suspeitos deverá ter início em Roma, em 17 de fevereiro. Os outros dois serão julgados em separado. Investigadores que vasculhavam arquivos de computador fornecidos por um suspeito preso encontraram dossiês sobre importantes figuras, incluindo Berlusconi, antes de se tornar premier em 2001, e Ciampi, que é ex-presidente do Banco Central, informa agência Ansa, dizendo que o arquivo sobre Ciampi dava detalhes sobre os seguranças de sua residência.

Agencia Estado,

19 Outubro 2004 | 18h04

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