AP Photo/Kirsty Wigglesworth
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Juíza britânica mantém ordem de prisão contra Assange por violar condicional

Fundador do WikiLeaks buscou refúgio na embaixada equatoriana ao fugir de um mandado de prisão europeu porque a Suécia o reivindicava como suspeito de crimes sexuais

O Estado de S.Paulo

06 Fevereiro 2018 | 13h46

LONDRES - Uma juíza britânica negou nesta terça-feira, 6, a suspensão da ordem de prisão contra Julian Assange, fundador do WikiLeaks, por ter violado os termos de sua liberdade condicional quando se refugiou na embaixada equatoriana há mais de 5 anos.

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"Não estou convencida de que seja preciso retirar a ordem", afirmou a juíza Emma Arbuthnot, acabando com a possibilidade de ele poder sair livremente pelas ruas de Londres.

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Assange buscou refúgio na embaixada ao fugir de um mandado de prisão europeu porque a Suécia o reivindicava como suspeito de crimes sexuais.

A Justiça sueca arquivou a investigação, mas a polícia britânica ainda quer prendê-lo por violar os termos de sua liberdade condicional.

Em uma audiência recente, o advogado de Assange, Mark Summers, disse que o mandado de prisão "perdeu o propósito e a função". Ele explicou que o fundador do WikiLeaks vivia em condições "semelhantes ao encarceramento" e sua "saúde psicológica se deteriorou".

Contudo, o promotor Aaron Watkins considerou "absurda" a demanda de Assange, que teme sair da embaixada e acabar em uma prisão dos EUA por ter divulgado milhares de segredos oficiais do país.

Em 2017, o procurador-geral americano Jeff Sessions afirmou que a prisão de Assange era "uma prioridade". / AFP

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