JAVIER MAMANI / AFP
JAVIER MAMANI / AFP

Justiça da Bolívia intima Evo Morales a fazer exame de DNA sobre suposto filho

Exame confirmará ou não a paternidade sobre criança que presidente da Bolívia teria tido com a ex-companheira Gabriela Zapata, acusada atualmente de enriquecimento ilícito

O Estado de S. Paulo

25 Abril 2016 | 12h32

LA PAZ - A Justiça da Bolívia intimou o presidente Evo Morales para que se submeta nesta segunda-feira, 25, a um exame de DNA que confirme ou não a paternidade do suposto filho que teria tido com sua ex-companheira Gabriela Zapata. Atualmente, ela está em prisão preventiva acusada de enriquecimento ilícito.

"É determinado que seja feito o teste de DNA entre a criança com o cidadão demandante Evo Morales Ayma. Para a coleta das amostras respectivas se determina o dia de segunda-feira, 25 de abril", declara a sentença de uma juíza, publicada no domingo pelo jornal Página Siete.

A solicitação do exame é realizada pelo requerimento dos advogados de Morales. Eles apontam contradições que colocam em dúvida a paternidade da criança.

A juíza determinou também para o mesmo dia a presença de Gabriela Zapata, detida preventivamente, e da criança, "para que se proceda também a coleta de amostra nas dependências do Instituto de Pesquisa Forense".

Há 10 dias, Gabriela assegurou ter apresentado o menor diante de uma instância judicial. "Diante da autoridade competente, o apresentei como pediu seu pai", disse então a ex-companheira de Morales.

Não foram informados maiores detalhes porque existe uma reserva orientada para preservar o menino.

O caso do menor veio à público em fevereiro deste ano, quando o jornalista boliviano Carlos Valverde revelou que Morales manteve em 2007 uma relação com Gabriela. O presidente admitiu a relação, mas assegurou que o menino havia falecido pouco depois de seu nascimento. Contudo, após a detenção de Gabriela, uma tia afirmou que o menino estava vivo.

Distintos porta-vozes de Morales afirmam que a documentação apresentada pela mãe é falsa.

A revelação da relação amorosa afetou a imagem do presidente, que esperava ganhar um referendo em fevereiro que lhe permitiria apresentar-se como candidato a um quarto mandato consecutivo (2020-2025). /AFP

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