Peter Folley/EFE
Peter Folley/EFE

Justiça de NY indicia acusado de explodir bomba caseira em terminal de ônibus

Imigrante bengali Akayed Ullah responderá por posse illegal de arma, apoiar ato terrorista e ameaça terrorista

O Estado de S.Paulo

12 Dezembro 2017 | 13h04

NOVA YORK -  A Justiça de Nova York indiciou nesta terça-feira, 12, o imigrante bengali Akayed Ullah, acusado de posse illegal de arma, apoiar ato terrorista e ameaça terrorista. Ele também deve responder a acusações na Justiça federal, depois de explodir uma bomba caseira em uma estação de metrô em Nova York

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Uma fonte ligada às investigações disse à rede de TV CNN que Ullah, que jurou lealdade ao Estado Islâmico e agiu em resposta aos ataques israelenses na Faixa de Gaza dos últimos dias, na crise que se seguiu à decisão do governo americano de reconhecer Jerusalém como capital de Israel. 

Três pessoas, incluindo um policial, sofreram pequenas lesões quando Ullah, de 27 anos, detonou uma bomba caseira em uma passagem subterrânea entre a estação de metrô que fica debaixo do terminal de ônibus de Port Authority e a estação de metrô da Times Square, no centro de Manhattan.

A polícia de Bangladesh está interrogando a esposa de Akayed Ullah, afirmaram dois policiais graduados do país nesta terça-feira.Os dois policiais, que pediram para não serem identificados porque não tem autorização para discutir o assunto publicamente, não forneceram detalhes sobre o caso, mas disseram que o casal tem um filho de seis meses de idade. 

Ullah foi levado a um hospital após sofrer queimaduras causadas pelo dispositivo explosivo, que estava preso em seu corpo e que não explodiu completamente, disseram autoridades. Investigadores disseram  que acreditam que o incidente deveria ter sido um ataque suicida.

Detalhes sobre a vida de Ullah emergiram na segunda-feira. O ex-motorista de limusines chegou aos Estados Unidos em 2011 por meio de um visto familiar, disseram autoridades.Ullah vivia com a mãe, irmã e dois irmãos no Brooklyn e detinha um green card, disse Shameem Ahsan, cônsul-geral de Bangladesh em Nova York. / REUTERS

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