Leila Navidi/Star Tribune via AP
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Justiça indicia policial que matou negro nos EUA

Segundo os promotores, quando Castile foi abordado por Yanez ele disse calmamente ao policial que estava armado e tinha licença para isso

O Estado de S. Paulo

17 Novembro 2016 | 20h45

SAINT PAUL, EUA - O policial que matou Philando Castile, um negro de 32 anos, no dia 6 de julho, foi indiciado nesta quinta-feira, 17, por homicídio após as investigações concluírem que Jeronimo Yanez não deveria ter usado sua arma ao fazer uma blitz de trânsito. Se condenado, o policial pode ser sentenciado a até 10 anos de prisão.

Segundo os promotores, quando Castile foi abordado por Yanez ele disse calmamente ao policial que estava armado e tinha licença para isso. Momentos depois, o agente faz vários disparos e as últimas palavras de Castile foram “eu não estava tentando pegá-la (a arma)”. 

A namorada de Castile, Diamond Reynolds, que estava no banco do passageiro, disse que ele foi atingido quando tentou pegar seus documentos. Os promotores acreditam que Castile nunca tentou pegar a arma e a desconfiança de Yanez não justificou os disparos, disse o promotor do Condado de Ramsey John Choi.

Os casos de homens negros mortos por policiais nos EUA ganharam maior repercussão desde a morte, em 2014, de Michael Brown, em Ferguson, Missouri. Nenhuma acusação foi feita contra o policial responsável, mas a morte de Brown levou a manifestações exigindo que os oficiais fossem responsabilizados criminalmente.

Yanez, que trabalhava no subúrbio de St. Anthony, em Minneapolis, comparecerá amanhã pela primeira vez ao tribunal. Seu advogado, Tom Kelly, disse que Yanez, que é latino, reagiu diante da presença de uma arma. 

Ele também declarou que Yanez parou o veículo de Castile pois achou que ele parecia com um suspeito de um assalto à mão armada. O promotor Choi disse que Castile não era suspeito desse assalto. A família de Castile disse que ele foi alvo de preconceito racial. / AP

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