Karadzic comparece a tribunal, mas julgamento é adiado

O ex-líder servo-bósnio Radovan Karadzic compareceu hoje ao Tribunal Penal Internacional para a ex-Iugoslávia (TPII) pela primeira vez desde o início de seu julgamento, na semana passada. O caso, porém, foi adiado enquanto os magistrados decidem se cancelam futuras audiências ou se podem forçar o réu a aceitar um advogado ou mesmo forçá-lo fisicamente a comparecer.

AE-AP, Agencia Estado

03 Novembro 2009 | 16h14

Karadzic repetiu que precisa de mais dez meses para se preparar para o caso. O réu alega não ter tido tempo suficiente para preparar sua defesa, apesar de estar detido há mais de um ano. "Eu não quero boicotar esses procedimentos, mas não posso participar de algo que tem sido mau desde o princípio."

Karadzic boicotou os três primeiros dias de julgamento em Haia. Ele responde a 11 acusações relacionadas a atrocidades cometidas contra muçulmanos durante a Guerra da Bósnia (1992-1995). Karadzic foi presidente da autoproclamada república servo-bósnia durante a Guerra da Bósnia, que deixou 100 mil mortos e 2 milhões de desabrigados, a maioria muçulmanos bósnios.

Karadzic optou por encarregar-se da própria defesa, mas os juízes do TPII advertiram que poderiam impor um advogado para defendê-lo se o boicote fosse mantido. Na segunda-feira, promotores ouviram testemunhas segundo as quais Karadzic ordenou o massacre de 8 mil muçulmanos bósnios, em Srebrenica, em 1995. Com informações da Dow Jones.

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