Brian Snyder/Reuters
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Kerry vai à Europa e se compromete a tratar do conflito entre Israel e palestinos

Secretário de Estado americano também destacou a necessidade de ‘deter a catástrofe humanitária’ no Iraque e na Síria

O Estado de S. Paulo

19 Outubro 2015 | 12h24

MADRI - O secretário de Estado americano, John Kerry, disse nesta segunda-feira, 19, ser importante que os líderes israelense e palestino esclareçam o status do complexo da mesquita de Al-Aqsa, em Jerusalém, e acertem medidas para acalmar a instabilidade na região.

Kerry se reunirá com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, na Alemanha e, em separado, com o presidente palestino, Mahmoud Abbas, e o rei da Jordânia, Abdullah II, no final da semana para discutir um fim aos recentes episódios de violência.

Ele ainda afirmou que irá se encontrar nesta semana na Europa com representantes da Turquia, Arábia Saudita e Rússia para explorar opções para uma transição política na Síria.

“Voltarei em alguns dias e me encontrarei com líderes da Rússia, Turquia, Arábia Saudita e Jordânia para trabalhar em opções reais e tangívies que talvez possam reiniciar um processo político e trazer uma transição política à Síria”, disse Kerry em entrevista coletiva em Madri.

O diplomata voltará a Washington nesta segunda-feira para conversas na Casa Branca antes de retornar à Europa.

Ataques diários em Israel nos últimos dias desencadearam pânico em consequência da onda de violência causada, em parte, pela revolta dos palestinos. Eles veem uma presença cada vez mais impositiva dos judeus no complexo de Al-Aqsa, local mais sagrado do islamismo fora da Arábia Saudita e reverenciado pelos judeus.

Kerry afirmou que Israel tem o direito de se proteger contra atos arbitrários de violência. Já o líder israelense disse estar comprometido com o status quo da localidade sagrada.

“Não tenho nenhuma expectativa específica a não ser levar as coisas adiante, e isso irá depender das conversas em si”, afirmou Kerry aos repórteres.

Síria. Kerry ainda destacou que é necessário "deter a catástrofe humanitária que está ocorrendo" no Iraque e na Síria. Ele falou sobre o envolvimento da Rússia no conflito sírio e afirmou temer que a intenção seja essencialmente apoiar o presidente sírio, Bashar Assad.

"O apoio russo a Assad unicamente atrai mais jihadistas e eleva o números de refugiados", disse em entrevista coletiva junto ao ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel García-Margallo.

Kerry explicou que é possível um entendimento com a Rússia "se nos ajudarem a buscar uma solução política e a lutar contra o Daesh", nome árabe para o grupo terrorista Estado Islâmico (EI). /EFE e REUTERS

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