AFP PHOTO / KCNA VIA KNS
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Kim quer transformar a Coreia do Norte na maior potência nuclear

O secretário de Estado Rex Tillerson disse que Pyongyang é a ameaça mais "imediata" e afirmou que pretende recorrer à diplomacia para resolver as divergências

O Estado de S.Paulo

12 Dezembro 2017 | 21h33

 PYONGYANG - O líder norte-coreano, Kim Jong-un, prometeu converter a Coreia do Norte na "maior potência nuclear do mundo", informou nesta quarta-feira (horário local) a agência oficial norte-coreana KCNA.

Em discurso a trabalhadores do programa balístico, Kim declarou que seu país "avançará vitoriosamente e se converterá na maior potência nuclear e militar do mundo", segundo a KCNA.

No dia 28 de novembro, Pyongyang lançou um míssil balístico intercontinental (ICBM) capaz de atingir o território continental dos Estados Unidos, segundo especialistas.

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Nesta terça-feria, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Rex Tillerson, ressaltou que a Coreia do Norte é a ameaça mais "imediata" para o país e afirmou que pretende recorrer à diplomacia para resolver as divergências com o regime de Kim Jong-un "até que caia a primeira bomba".

"Continuarei as discussões diplomáticas com a Coreia do Norte com a esperança de sucesso até que caia a primeira bomba. Um momento no qual tenho certeza que o secretário (de Defesa) James Mattis terá êxito", afirmou Tillerson em uma conferência sobre as relações entre EUA e Coreia do Sul no centro de estudos Atlantic Council.

"Precisamos que a Coreia do Norte se sente para conversar. Estamos dispostos a conversar sempre que eles queiram dialogar, mas eles têm que sentar à mesa (de negociação)", indicou Tillerson.

O chefe da diplomacia americana afirmou que a Casa Branca deixou para trás a política de "paciência estratégica" e agora entrou em uma era dominada pela "responsabilidade estratégica".

A Coreia do Sul e os Estados Unidos realizaram no último dia 8 de dezembro um exercício aéreo de grande escala, que representam uma nova exibição de força para a Coreia do Norte.

A manobra militar foi uma resposta ao lançamento de um míssil feito pelo regime de Kim Jong-un no final de novembro. / EFE e AFP

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