Mariana Bazo/Reuters
Mariana Bazo/Reuters

Kuczynski pede que peruanos aceitem indulto a Fujimori e virem a página

Libertação levou o governo a uma nova crise política, menos de uma semana depois que o Congresso quase o retirou do poder

O Estado de S.Paulo

26 Dezembro 2017 | 11h53

LIMA - O presidente do Peru, Pedro Pablo Kuczynski, defendeu na madrugada desta terça-feira, 26, o indulto que concedeu a Alberto Fujimori  como uma clemência justificada a um homem doente, cujo governo autoritário ajudou o país a progredir na década de 1990, depois que peruanos protestaram pelo segundo dia.

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Dirigindo-se aos peruanos pela primeira vez após perdoar Fujimori na véspera do Natal, Kuczynski pediu que aqueles que estavam protestando contra sua decisão “virassem a página” e a aceitassem.

O indulto levou o governo de centro-direita de Kuczynski a uma nova crise política, menos de uma semana depois que o Congresso quase o retirou do poder no auge de um escândalo de corrupção.

Mais cedo na segunda-feira, a polícia jogou gás lacrimogêneo para dispersar multidões no centro de Lima no segundo dia de protestos, enquanto um terceiro parlamentar anunciou que estava deixando o partido de Kuczynski.

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Fujimori, que tem 79 anos assim como Kuczynski, é uma figura profundamente polêmica no Peru. Enquanto muitos o consideram um ditador corrupto, outros lhe dão crédito por encerrar uma grave crise econômica e por reprimir uma rebelião de esquerda durante sua década no poder.

O indulto liberou Fujimori de condenações por corrupção e violações de direitos humanos, após cumprir 10 anos de uma pena de 25 anos de prisão. / REUTERS

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