AP Photo/Michel Euler
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Le Pen pede restabelecimento imediato das fronteiras nacionais e critica inação dos últimos governos

Candidata de extrema direita afirmou que a França é atacada ‘não pelo que faz, mas pelo que é’, e insistiu que para vencer esta guerra é preciso agir ‘com constância e coerência’

O Estado de S.Paulo

21 Abril 2017 | 11h40

PARIS - A candidata de extrema direita à presidência de França, Marine Le Pen, pediu nesta sexta-feira, 21, que o controle das fronteiras nacionais seja restabelecido imediatamente e atacou a "relaxamento penal" dos governos de esquerda e direita das últimas décadas.

"A este governo efêmero, comandado pela inação, lhe peço que ordene a restauração imediata de nossas fronteiras nacionais", disse a candidata em uma declaração à imprensa na sede de seu comitê eleitoral em Paris.

Le Pen, uma das favoritas para se classificar no primeiro turno das eleições de domingo, fez as afirmações após o atentado na quinta-feira na Avenida Champs-Elysées, em Paris. A autoria da ação, que deixou um policial morto, foi reivindicada pelo grupo jihadista Estado Islâmico (EI).

"A luta contra o terrorismo começa com a recuperação de nossas fronteiras nacionais e com o fim da ingenuidade", destacou antes de fazer as exigências ao presidente francês, o socialista François Hollande.

Le Pen também pediu que os estrangeiros listados pelos serviços secretos por radicalismo sejam expulsos, que se retire a nacionalidade francesa aos que têm dupla nacionalidade para serem expulsos ao mesmo tempo, e a detenção dos que são unicamente franceses por sua "adesão à ideologia do inimigo".

A candidata se pronunciou a fim de aumentar em 15 mil agentes o efetivo da Polícia e da Gendarmaria, reforçar os serviços secretos e o Exército, e promover "uma adaptação da política penal e carcerária a este tipo de criminalidade".

A presidente da Frente Nacional (FN) considerou que este novo atentado evidencia que a França é atacada "não pelo que faz, mas pelo que é". "O Islamismo é uma ideologia hegemônica monstruosa que declarou guerra a nossa nação, à razão, à civilização", argumentou, antes de insistir que para ganhar esta guerra, como para ganhar qualquer outra, deve-se agir "com constância e coerência". / EFE

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