Kirby Lee-USA TODAY
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Legisladores de Washington propõem lei que libera porte de armas em arenas esportivas

De acordo com o texto, estádios usados em partidas das ligas de futebol americano, beisebol e futebol ficariam proibidos de impedir a entrada de cidadãos armados que tivessem uma licença válida para o porte oculto de pistolas

O Estado de S. Paulo

12 Dezembro 2016 | 12h26

WASHINGTON - Legisladores do Estado americano de Washington propuseram uma lei que permitiria a entrada de torcedores armados em arenas esportivas, incluindo o CenturyLink Field, em Seattle - casa do time de futebol americano Seattle Seahawks e do time de futebol Seattle Sounders -, e no Safeco Field onde o Seattle Mariners manda seus jogos na liga americana de beisebol (MLB).

Pela proposta, estádios públicos ou entidades privadas ficaram proibidas de banir cidadãos com uma licença válida para o porte oculto de pistolas de entrarem armados nestes locais. O texto, no entanto, está em desacordo com regulações adotadas pela Liga Nacional de Futebol Americano (NFL) e pela MLB.

"Ainda não vimos o texto da proposta, mas temos políticas que proíbem o porte de armas em estádios da NFL", afirmou o vice-presidente de comunicações da NFL, Brian McCarthy, por e-mail. A nova lei foi proposta pelos legisladores republicanos Matt Shea, David Taylor e Bob McCaslin, todos da cidade de Olympia.

"Se você se preocupa sobre trazer a sua família para uma partida, então isto será um problema", afirmou Amy Trask, ex-executivo do Oakland Raiders que trabalhou no comitê de segurança da NFL. "Não é um problema apenas para um time. É uma questão que atinge todas as 32 equipes. Elas sabem disso. A liga sabe disso", afirmou Trask.

Apesar de os esportes nos Estados Unidos não terem um histórico de violência, a possível combinação de armas de fogo e bebidas alcoólicas - presentes dentro e fora de parte dos estádios - poderia criar cenários propícios a incidentes. 

Na NFL, o Seahawks tem a menor média de prisões por jogo - 0,8. A maior taxa ocorre nos jogos do San Diego Chargers, da Califónia, onde 24,6 pessoas são presas, em média, a cada partida.

O projeto de lei, que ainda será avaliado pelo legislativo estadual, deve enfrentar ampla oposição em razão de Washington ser um Estado predominantemente democrata. / WASHINGTON POST

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