Lei ambiental dos EUA é criticada por ambientalistas

A lei de mudança climática aprovada pela Câmara dos Estados Unidos na sexta-feira está sofrendo duras críticas de ambientalistas, economistas e empresários. Na opinião de ambientalistas, foram feitas tantas concessões a poluidores para garantir a aprovação da lei que a legislação será inócua e não vai combater o aquecimento global. ?Para evitar os piores efeitos do aquecimento global, precisamos reduzir as emissões entre 25% e 40% até 2020, em relação ao nível de 1990 - a lei propõe uma redução de apenas 4%?, disse Carroll Muffett, vice-diretor de campanhas do Greenpeace.

AE, Agencia Estado

30 Junho 2009 | 08h10

Outra grande crítica são os offsets (compensações) incluídas na lei, que permitem aos poluidores usar ações de redução de poluição em outros países para ganhar créditos de carbono nos EUA. Segundo críticos, o sistema foi usado na Europa e deu maus resultados, porque é muito difícil fiscalizar as ações em outros países, como por exemplo reflorestamento no Brasil. ?Se a lei não for fortalecida no Senado, teremos um enorme trabalho à nossa frente?, disse Carroll.

Outro grande alvo de ataque é a decisão de distribuir 85% dos créditos de carbono iniciais, em vez de leiloar 100% deles, como propunha o presidente Barack Obama. Assim, a maioria dos poluidores não terá de fazer nenhum esforço para reduzir emissões nos primeiros anos da lei. Todas essas medidas foram incluídas por causa da pressão dos lobbies das indústrias mais intensivas em energia e mais poluidoras, como as siderúrgicas, termoelétricas a carvão e outras. Os lobbies argumentaram que, sem essas concessões, as indústrias teriam de repassar os aumentos de custos para os consumidores. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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