AFP PHOTO / JUAN CEVALLOS
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Lenín Moreno: Candidato do presidente é piadista e conciliador 

Com um nome que homenageia o revolucionário russo Vladimir Ilitch Ulianov, Lenín Moreno tenta chegar à presidência do Equador com o desafio de salvar a chamada 'revolução cidadã' de Rafael Correa

Luiz Raatz / Enviado Especial, Quito , O Estado de S. Paulo

18 Fevereiro 2017 | 17h00

Com um nome que homenageia o revolucionário russo Vladimir Ilitch Ulianov, Lenín Moreno tenta chegar à presidência do Equador com o desafio de salvar a chamada “revolução cidadã” de Rafael Correa. Diferentemente de seu padrinho político e do líder soviético, o candidato do partido Alianza País usa conciliação, diálogo e humor no discurso.

Moreno foi vice-presidente de Rafael Correa entre 2007 e 2013. Deixou o cargo aprovado pelos equatorianos, principalmente pelos projetos que criou para portadores de necessidades especiais. No segundo mandato do presidente, liderou a discussão e aprovação de uma lei que obrigou as empresas do país a manter uma cota para esse grupo entre os contratados. O Estado assumiu um benefício mensal de US$ 240 aos que não tinham condições de trabalhar.

Moreno tornou-se paraplégico ao reagir a um assalto em 1998 e levar um tiro na coluna. O candidato à presidência diz que, antes da política, o que o salvou da depressão ligada à paralisia nas pernas foi o humor. É conhecido por assessores e correligionários como um piadista e já escreveu sete livros sobre o tema.

Analistas têm dificuldade, no entanto, em ver no candidato algo além dos projetos de acessibilidade, já que falou pouco na campanha sobre que rumo pretende dar ao país. “Ainda não sabemos que tipo de papel terá Correa num possível governo de Lenín. E também sabemos pouco sobre o que ele pretende fazer”, disse ao Estado o cientista político Simon Pachano, da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais. “Dificilmente ele terá vontade política de adotar ajustes impopulares, ainda mais se seu partido na Assembleia se opuser a isso.” 

Moreno é casado e tem três filhos. Graduou-se em administração pública pela Universidade Central do Equador. 

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