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Reprodução / El Telegrafo

Líder da comunidade judaica é morto a facadas no Uruguai

Crime, que se assemelha a mortes ocorridas recentemente em Israel, ocorreu em Paysandu, a 380 quilômetros de Montevidéu

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O Estado de S. Paulo

09 Março 2016 | 16h38

MONTEVIDÉU  - Um líder da comunidade judaica uruguaia foi morto a facadas na cidade de Paysandu, a 380 quilômetros de Montevidéu na terça-feira, 8. O agressor foi preso em flagrante e deve depor hoje sobre o crime. Segundo a imprensa uruguaia, ele tem simpatia pelo extremismo islâmico, mas, aparentemente, agiu sozinho. A comunidade judaica no país vizinho e a Embaixada de Israel em Montevidéu condenaram o assassinato. 

O crime ocorreu na tarde de terça-feira quando o comerciante David Fremd, de 55 anos, foi abordado por um homem com uma faca. O agressor, que tinha conhecimento de artes marciais, segundo a polícia, esfaqueou o comerciante até ser contido por testemunhas que passavam pelo local. 

A polícia de Paysandu disse ao diário El País, de Montevidéu, que o agressor tinha antecedentes criminais e trabalhava na secretaria de educação da cidade. Ele teria se convertido recentemente ao Islã e adotado o nome de Abdullah Omar, mas sua identidade original ainda não foi divulgada pela polícia.

Testemunhas disseram ao jornal local El Telégrafo que ele costumava praticar jogos violentos online em um cybercafé, quando gritava que gostava de "matar judeus". De acordo com elas, ele aparentava algum distúrbio psíquico. 

O presidente do Comitê Central Israelita do Uruguai, Sérgio Gorzy, que foi taxativo sobre a motivação: “Foi um ataque antissemita. Não parece ter sido perpetrado por um grupo, mas por um atacante solitário. A ação não foi apoiada por nenhuma organização. Nós, judeus uruguaios, recebemos apoio total da polícia e do Estado”. 

A embaixada israelense no Uruguai manifestou sua preocupação com o caso e pediu, por meio de nota, rigor nas investigações. "Vemos com preocupação a possibilidade de que esse ato antissemita tenha sido motivado pelo extremismo, fenômeno que lamentavelmente temos testemunhado em outros lugares do mundo", diz a nota. 

A partir de outubro do ano passado, radicais palestinos começaram uma série de ataques com facas em território israelense. No mais recente deles, em Tel-Aviv, um turista americano foi morto e dez pessoas ficaram feridas. 

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