EFE/Clemens Bilan
EFE/Clemens Bilan

Líder social-democrata alemão promete taxar mais os ricos se for eleito

Martin Schulz, do SPD, disputará com Angela Merkel o cargo de chanceler, em setembro

O Estado de S.Paulo

19 Junho 2017 | 16h04

BERLIM - O Partido Social-Democrata da Alemanha (SPD, na sigla em alemão) disse nesta segunda-feira, 19, que irá cobrar mais impostos dos ricos e menos dos que ganham pouco, uma jogada para reconquistar os votos da classe trabalhadora e ressuscitar uma campanha eleitoral declinante.

O líder do SPD, Martin Schulz, espera tomar o lugar da chanceler alemã, Angela Merkel, na eleição de 24 de setembro, mas o partido de centro-esquerda, que ganhou terreno na esteira de sua indicação, em janeiro, perdeu ímpeto nas pesquisas de opinião. 

"Reduziremos a carga tributária para rendas baixas e médias e apoiaremos as famílias", disse Schulz a jornalistas. "Nossa proposta é boa não só para a Alemanha, mas também para a Europa", disse, acrescentando que ela ajudará a estimular a demanda doméstica e atrair mais importações de outros países europeus.

Schulz afirmou que o SPD aumentará a alíquota máxima do Imposto de Renda do país de 42 para 45% e, ao mesmo tempo, elevar de cerca de 54 mil euros para 76 mil euros o limite a partir do qual o imposto será aplicado.

O SPD, atualmente o parceiro minoritário na coalizão de governo de Merkel, também quer aumentar a taxação especial de renda dos que ganham € 250 mil ou mais, de 45 para 48%.

Os planos ressaltam a meta da sigla de colocar a justiça social no cerne de sua campanha eleitoral, mas o tópico ainda não ecoou muito no eleitorado. As pesquisas mostram que os conservadores liderados por Merkel, que busca um quarto mandato, têm uma vantagem de dois dígitos.

Schulz disse que, graças aos planos do SPD, as famílias de renda pequena e média pagarão € 15 bilhões de impostos a menos todos os anos.

O partido também quer substituir o imposto sobre ganhos de capital retido na fonte e não taxado por um sistema em faixas para que a renda sobre o trabalho e o capital volte a ser taxada igualmente.

O diretor do instituto Ifo Clemens Fuest disse que o plano tributário do SPD combina um pequeno alívio para a maioria dos contribuintes de renda média junto com um aumento da taxação sobre as rendas mais altas.

"Os efeitos de redistribuição serão, em geral, moderados", disse Fuest.

O SPD promete ainda intensificar o investimento em infraestrutura em € 30 bilhões ao longo dos próximos quatro anos para melhorar escolas e ruas, disse Schulz. / REUTERS 

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