THOMAS COEX/AFP
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Líderes de países muçulmanos preparam resposta para crise em Jerusalém

Pelo menos 48 representantes dos países Organização para a Cooperação Islâmica participam do evento

O Estado de S.Paulo

13 Dezembro 2017 | 07h04

ISTAMBUL - Representantes de 48 países de maioria muçulmana, membros da Organização para a Cooperação Islâmica (OCI), se reúnem nesta quarta-feira, 13, em Istambul, na Turquia, para chegar a um acordo conjunto diante da decisão dos Estados Unidos de reconhecer Jerusalém como capital de Israel.

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No discurso de abertura do encontro, o ministro das Relações Exteriores da Turquia, Mevlut Çavusoglu, afirmou que a cúpula mostrará a reação do mundo muçulmano diante dos últimos eventos.

"Trabalhar pela unidade dos irmãos palestinos", assim como "encorajar outros países em reconhecer a Palestina dentro das fronteiras anteriores a 1967 e com o Jerusalém Oriental como sua capital" são as prioridades da reunião, afirmou o ministro.

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Pelo menos 48 representantes dos 57 países-membros da OCI participam do encontro. O presidente palestino Mahmoud Abbas; o rei Abdullah da Jordânia; o presidente de Azerbaijão, Ilham Aliyev; o emir do Catar, Tamim bin Hamad Al Sadi e o presidente iraniano, Hassan Rouhani, são alguns dos líderes que participarão da cúpula.

Também estão em Istambul os ministros das Relações Exteriores do Egito, Emirados Árabes Unidos, Marrocos e Cazaquistão; assim como o ministro para Assuntos Islâmicos da Arábia Saudita.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, também anunciou sua participação na cúpula na sua função de secretário-geral do Movimento dos Países Não Alinhados, um órgão de observação da OCI a que pertence o país sul-americano.

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A Rússia também enviou um representante como observador. A cúpula foi convocada pelo presidente turco, o islamita Recep Tayyip Erdogan, após a decisão do presidente americano, Donald Trump, de reconhecer Jerusalém como capital de Israel e anunciar no a transferência da embaixada para esta cidade.

O líder turco disse recentemente que o governo israelense vê o conflito causado pelo gesto americano "como uma oportunidade para aumentar a pressão e violência contra os palestinos" e adiantou que espera da cúpula "uma mensagem forte". / EFE

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