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Líderes empresariais defendem que escoceses rejeitem independência

PAUL SANDLE - REUTERS

27 Agosto 2014 | 18h 20

Até recentemente muitas empresas, grandes e pequenas, vinham se recusando a tomar posição no debate altamente polarizado

RUSSELL CHEYNE/REUTERS
Os defensores da independência argumentam que a Escócia pode prosperar por conta própria

Mais de 130 líderes empresariais se posicionaram contra a independência da Escócia nesta quarta-feira, destacando os riscos econômicos da secessão dias depois de a campanha pelo fim da união ganhar força com um desempenho marcante em um debate na televisão.

Os chefes da gigante BHP Billiton, da fornecedora de energia temporária Aggreko e do banco HSBC uniram forças com os colegas de empresas menores das indústrias escocesas de uísque e pesca e assinaram uma carta pedindo a manutenção da união da Grã-Bretanha.

A carta abre uma nova frente na campanha a três semanas da votação. Até recentemente muitas empresas, grandes e pequenas, vinham se recusando a tomar posição no debate altamente polarizado.

Os defensores da independência argumentam que a Escócia pode prosperar por conta própria – Edimburgo teria controle mais direto do desenvolvimento econômico e do bem estar social e obteria mais benefícios da extração de petróleo no Mar do Norte.

A consultora Amanda Harvie, uma das organizadoras da carta, disse que os signatários concluíram que a separação não fornecerá uma plataforma robusta o suficiente para manter o país próspero e que essa questão tinha que ser esclarecida antes do pleito, no qual o ‘sim’ poria fim a 307 anos de ligação com a Inglaterra e levaria à separação da Grã-Bretanha.

“Há uma incerteza contínua a respeito de temas de importância crítica para os negócios”, afirmou ela à Reuters nesta quarta-feira.

"Levando em conta que a nossa economia está funcionando bem no momento, e estamos conseguindo ter êxito como parte do Reino Unido, não seria uma boa ideia mudar a plataforma positiva."